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A bolsa
Ontem à noite meu caçula me telefonou, tonto, perdido e em meio às lágrimas. Havia falecido a mãe de um grande amigo. Amigo dele, meu amigo, amigo da família, que fica em nossa casa quando necessário. Estudante de medicina, em seu último estágio em São Paulo, me atulhou com seus livros e aturou minhas perguntas.
Há alguns anos, fui com meu filho à casa da família dele no interior. Me atenderam como a um marajá, com imensa cordialidade e manisfestaram enorme bem querer pelo meu ruivo rebento. Na saída, a senhora se aproximou e me deu uma bolsa de presente. Surpreso, disse que eles é que mereciam presentes. Mas ela insistiu que levasse a bolsa, que ela fez para minha mulher.
A bolsa era tão bonita e tão boa que ainda outro dia vi minha esposa com ela. Foi-se a autora, ficou a obra e o carinho.
Descanse em paz, alma boa.
Escrito por Ordisi Raluz às 16h50
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Adélia
v. post 22nov2004
Escrito por Ordisi Raluz às 00h33
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Chicago
Voar é preciso? Então fui a Chicago.
Isso aí, fui ao teatro ver o musical.
Convenceu-me a música, a clássica harmonia do jazz em excelentes arranjos e o desempenho dos instrumentistas.
As bailarinas e os bailarinos são de primeira. Destaque para as gambas da Gamberoni.
Até as vozes se salvam. Mas a versão das letras é de dar dó! Que saudades do Fred Jorge!
Escrito por Ordisi Raluz às 22h49
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Voar é preciso
Hoje está cavok*, tempo ideal prá manicaca**, afora alguma turbulência orográfica***...
A consciência pesa com a oportunidade perdida de curtir algum visual espetacular que temos bem perto: Monte Verde com seu "aeródromo" que mais parece um campo de futebol; Tatuí com seu verde repouso, pista de jato e almoço caseiro; Baurú com o deliociosamente inenarrável Baurú Louco, ali mesmo no barzinho da pista; Itanhaém, com a passagem pela Serra do Mar e o panorâmico para inglês ver as prais até Bertioga; e muitos outros.
A paisagem lá e eu cá no computador. Mas amanhã é outro dia. Tomara que também seja cavok, certo?
*cavok => ceiling and visibility ok (teto e visibilidade, excelentes)
**manicaca => piloto principiante
***orográfica => relacionado à topografia (montanhas)
Escrito por Ordisi Raluz às 16h48
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Pentalogia
As últimas cinco inserções constituíram, na verdade, uma homenagem àquele que me apresentou a este mundo virtual, mostrando-me o seu excelente Blog. Ele é o Baixista das Histórias... Hoje literato em grande estilo e com publicações na praça.
Amigo de longa data, colega caminhante de velhas veredas, novas trilhas e em competentes obras da vida profissional. Obrigado e Boa Sorte, meu caro amigo.
Escrito por Ordisi Raluz às 12h42
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Fera
Hoje estou um Leão prá comer. Pudera, com esse frio a gente precisa de energia extra prá manter os ossos aquecidos, né?
Escrito por Ordisi Raluz às 15h57
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Branco
Eu estava com um monte de idéias, todas brigando para ver qual apareceria primeiro no Blog. Uma bagunça, muita luta, uma loucura. Uma horda se alinhando ao acaso, assim como soldados se perfilando no exército de Brancaleone.
É isso aí: depois de tudo, deu branco.
Escrito por Ordisi Raluz às 18h35
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O Baixista nos Telhados
Passados uns dez anos, estava com meus três garotos em frente de casa, quando meu vizinho português se aproximou, cumprimentando polidamente.
- Bem, e vocês, como vão?, respondi como de praxe.
- Muito bem, respondeu afavelmente, só o meu garoto que anda meio perdido, sem saber o que fazer da vida. Nem o baixo quer tocar mais. Você não teria um servicinho pra ele?
E assim coloquei o Baixista, quero dizer, o ex-Baixista na agência de propaganda aonde eu trabalhava. Foi estagiar no estúdio de produção e logo, logo, já entendia de muitas coisas. Inclusive dos detalhes intrincados de uma conta de uma fábrica de telhados, muito famosa.
Foi efetivado, por méritos próprios.
Escrito por Ordisi Raluz às 14h44
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Choro Novo - Final
O Pentelho do filho do vizinho tinha montado uma bandinha com uns outros moleques. E o rapaz parecia levar a sério seu projeto de ser baixista, pois ensaiava com dedicação religiosa. Detalhe: o quarto dele era justo pegado ao do nosso bebê.
E haja choro extra em cima do choro novo.
Após poucos dias, não foi preciso muita coragem para ir tocar a campainha da casa ao lado. A recepção foi alegre e calorosa, com todas as expressões possíveis de cordialidade: que bom vê-lo, parabéns, em que podemos ajudar?
Incrível, já no dia seguinte o contrabaixo foi deslocado para algum cômodo bem mais distante e os ensaios do conjuntinho mudaram para alguma outra casa do bairro.
Bons vizinhos. Mudamos de lá, mas continuo gostando muito deles que, já velhinhos, continuam firmes no endereço. Contudo, será que o filho tornou-se um baixista?
Escrito por Ordisi Raluz às 01h34
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Choro Novo - 1ª parte
Mas isso de choro novo foi há 30 anos. É a idade do meu primogênito, recebido em casa com todas as honras de primeiro-de-tudo-de-todos-os-lados: além de Primeiro Filho, festejado Primeiro Neto e Primeiro Sobrinho. Chegou direto da Maternidade São Paulo para o quartinho todo enfeitado, berço azul esplêndido e demais regalias condizentes com a efeméride.
Nossa casa era geminada de um só lado. Os vizinhos, um simpaticíssimo casal de portugueses acompanhados de seu filho único, até então pouco notado por nós. Ah, e também o Alfa, Alfinha para os íntimos, valente cachorro sei-lá-eu-de-que-raça, que latia só quando estranhos tocavam a campainha.
Às tantas do primeiro dia, com minha mulher reclamando de que o Novo Brinquedinho não tinha vindo com manual de instruções, nervosa a ponto de me chamar do trabalho para que eu descobrisse como a mamadeira pudesse ser “sugável” pelo bebê (foi só fazer o segundo furo na base do bico para o ar entrar...), muito bem, às tantas se ouve um tremendo contrabaixo elétrico sendo arranhado no volume máximo. Aonde?
Adivinhou quem disse “no vizinho”...
Escrito por Ordisi Raluz às 20h59
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r
Quem manda escrever francês depois de um fausto jantar? Pois lá está o título: "Goumet" !
Agora então é hora de devolver o "r" de Gourmet, desculpar-se perante a seletíssima audiência e ir almoçar.
No menu: Sopa de Letrinhas...
Escrito por Ordisi Raluz às 13h46
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Goumet
v.post 01dez2004
Escrito por Ordisi Raluz às 00h50
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Aí me perguntam, que bicho é esse psichê, nome do Blog?
O Aurélio diz:
psichê [Do mit. gr. Psyché, pelo fr. psyché.] S. m. 1. Grande espelho móvel e inclinável montado numa armação. 2. Móvel de toucador, com grandes espelhos e muitas gavetas: "leito candidamente rematado, no alto, por um cortinado branco, em quarto em que possivelmente existiriam um pequeno oratório, e, em lugar do desaparecido psichê, um toucador comum." (Miécio Tati, O Mundo de Machado de Assis, p. 83).
O Michaelis diz:
psi.chê sm (fr psyché) acepção 1. Veja penteadeira
Deduz-se que do ato de pentear-se, observar-se, desenvolveu-se a psique. Já a psicologia é puro marketing, isso de pagar uma nota preta para outrem lhe observar...
Acho que Blog é isso mesmo: um tal de dar uma olhadela no espelho e ver o que só sua psique quer filtrar. Bacana, né?
E se você não gostou do que psichê é, então vá pentear macacos.
Escrito por Ordisi Raluz às 23h33
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Espada de Vácuo
Falei em vácuo. É lógico que não adianta gritar no vácuo, pois o som não se propaga. Mas aí o "gritar" não é sonoro, é "informático", ou seja, eletromagnético: luz de todas as cores, microondas, radar, raios gama... Então a esperança é real de que talvez até mesmo um ET possa interagir com um Blog. Vai que já aconteceu e estão fazendo segredo...
Mais ainda, um passarinho me contou que não existe vácuo, pois, mesmo no "nada" aparente, se você passar uma espada afiada com velocidade, ou seja, com energia suficiente, você abre as entranhas do mesmo e cria desde partículas até universos...
Tá loco seu, se essa espada cai em mãos erradas...
Escrito por Ordisi Raluz às 12h41
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Blog, bloog, blup... Socorro!!!
Hoje me falaram de Blog. Olhei. Gostei da idéia de gritar para o espaço virtual: vai que não é só vácuo e que algo possa chegar até alguém. Aí, num ato de coragem, pulei de cabeça nesta incógnita para ver no que é que dá. Ah! Como é bom desvendar!
Escrito por Ordisi Raluz às 20h13
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