ORDISI RALUZ
     
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O que é isto?
 


Ponto G

Quando ela me pega é que nem paixão.

Me prende na cama, me acende a febre.

Molha-me o suor,

Envolve-me o delirio até o torpor.

Tortura os meus sonhos.

Preciso me libertar

DESSA PUTA GRIPE,

o que foi que vc. pensou? 

 



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h42
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Comentários

Sinto-me obrigado a colocar no ar este surpreendente e-mail que downlodei,  mesmo correndo o risco de contrariar algumas centenas de meus leitores. Todavia, estou certo de vir a receber o perdão de todos tão logo tenham devorado as tão mal traçadas linhas que se seguem.

 

 

Ordisi,

 

Por uma dessas coincidências, já que também sou amigo do Branco Leone, tenho acompanhado de perto a sua produção blogácea. Não é por nada especial não. É que sou compulsivamente estatístico e analítico, não sei se me entende bem...

 

No começo, o seu blog andou como casal em turismo: pimba todos os dias. Em algumas ocasiões até dobrou a dose, fato relevante para um futuro sexagenário, se o que você escreveu ontem é verdade, sei lá eu, pois para mim você cheira mais a moleque metido!

 

Desses primeiros vinte dias do seu Psichê (que nome...), degluti a trilogia “Choros Novos” e “O Baixista nos Telhados”. Essa sua mania de forçar textos para encaixar algum tipo de trocadilho é interessantemente IRRITANTE!

 

Aliás, você faz mesmo questão de honrar esse nome esdrúxulo – Psichê – escrevendo coisas que só interessam a você e a Deus, fazendo vir à tona suas frustrações. Como maior exemplo, a monstruosidade que é Homem Atômico. Puro recalque! Vai logo no vídeo da esquina e assiste logo essa merda!

 

Por falar em merda, vai me dizer que sua mãe não fala esse palavrão (?) e que você é filho do Espírito Santo também. Vai se catar! Vê se se enxerga!

 

Verdade que seu lado sentimental transparece, cá e lá, ou lá e cá, como em “Adélia” ou dependendo de como você enquadra a perspectiva, acho que você entende, seu.. Filho do Pai!

 

A minha mulher acha que você devia estar bêbado em “Astatínio” e em “Flick Gnocci Da Lua”, suas peças (!) que ela acha muito criativas. Eu acho que, se foram criativas, o foram tanto que são impossíveis de entender. Como a tal Espádua de Vácuo. Tem que ter a cabeça cheia daquilo para falar uma tal asneira.

 

Bom, agora que já fiz minha catarse, sinto-me aliviado por estar trazendo luz a você que, tenho certeza está recebendo de bom grado os meus sinceros comentários e o meu conselho final.

 

Prossiga com o seu Blog por sua exclusiva conta e risco, se for capaz, o que tenho dúvidas. Eu me quedo por aqui mesmo.

 

Despeço-me,

 

Alterego



 Escrito por Ordisi Raluz às 03h43
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Sex Age

Hoje, justo 11 de setembro, dez e meia da noite, eu e minha mulher chegamos na fila dos que aguardavam para ver “O Terminal”, com o Tom Hanks, a Zeta Jones, direção do Spielberg e que se passa no Aeroporto JFK de Nova Iorque.

 

Onze de setembro, aviões. Brrr... Contudo, minha estória não vai pela desgraça de três anos atrás, fiquem tranqüilos.

 

Haviam anunciado tanto esse filme na TV, que não tive como resistir às demandas da patroa - e lá fui eu - arrastado pelos cabelos, apesar de calvo.

 

Tínhamos comprado os ingressos com antecedência, para a última sessão. A fila era “só” para adentrar na sala de projeção. Melhor dizendo, já estavam organizadas três enormes filas, todos os futuros espectadores arrebanhados nos devidos cercadinhos.

 

Iam começar com a quarta fila bem na gente. A inspiração veio num zás:

-         Mocinha, quem tem sessenta pode entrar direto?

-         Pode sim, senhor – retrucou gentilmente a rapariga, estampando aquele ar de dúvida, pois não há como negar meu aspecto jovial, apesar da careca, - Siga em frente.

-         Obrigado, meu anjo – e lá fui eu, com minha mulher ostentando um sorriso maroto, no meu encalço.

 

É verdade, eu menti. Tinha apenas 59 anos, 17 dias e 13,5 horas de vida no instante da inspirada sacada. E me senti com uns oitenta ao ver o tal sorriso contido conformando as lindas faces da minha caríssima metade. Vitória! clamava com ele para todas as filas do mundo, afinal o marido havia assumido a condição de sexagenário. Como se ela fosse uma debutante, ora pois!

 

Contudo, há que reconhecer. A data se acerca vertiginosamente: 28 de setembro está aí nos calcanhares. Pode chegar, pode chegar, eu agora já assumi minha sexagenaridade.

 

Isso aí: Sex – Age – Nar – Idade. Usando essa divisão gramatical peculiar, soa como “Na Idade da Sex Age”, não é?

 

Gostei. Sex Age!

 

Vinte e Oito de Setembro, aqui vou eu!



 Escrito por Ordisi Raluz às 02h56
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