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É Agora !
Contagem Regressiva
Estamos na praia para a entrada do Ano Novo. Grupos separados de centenas de pessoas - com a indefectível roupa branca - formaram-se à frente de cada uma das ruas que desembocam na orla. Faltam 5 minutos para a meia noite. Alguém, lá no fim da praia, acende o seu foguetório. Dá um zunzum, pois no relógio mais adiantado ao redor da gente faltam ainda três minutos. Aí, bem do outro lado da praia, vêem-se os fogos que de lá já sobem, colorindo o céu. O frisson é grande, mas alguém garante que conseguiu o milagre de estar falando com a mãe no celular. E diz que no rodapé da TV o relógio ainda marca mais 4 minutos. Informa, ademais, que estão mostrando a “verdadeira entrada do ano novo” numa ilhota do Pacífico onde o rei ilhéu cobra taxa especial dos ricaços para que possam jogar a âncora de seus iates bem sobre o meridiano 180°. O frisson fica ainda maior, quando alguém grita 3 minutos. Começam a espocar fogos bem à esquerda, o pessoal de lá comemora. Os vizinhos à direita começam a festa, soltando seus rojões. O frisson é insuportável, ninguém consegue agüentar, e como numa ejaculação, a rolha do meu champanhe, da qual eu já havia retirado o freno, decide de per si que aquela era a hora. No meu relógio ainda faltam 2 minutos. Mas, todos começam a se beijar, a se abraçar e a se cumprimentar desejando coisas maravilhosas. Familiares, amigos, conhecidos e desconhecidos. Todos, num disritmado brado de esperança que aos céus se alça. No meu relógio ainda falta 1 minuto. Tempo suficiente para filosofar de como o sentimento coletivo - no caso, extremamente positivo - anula toda a razão e prova que para nós só existe o agora, não importando a hora.
Escrito por Ordisi Raluz às 15h47
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Noéis...
Koo-Nhoel, Lã e Dedim
Tem gente que não liga para esse negócio de Papai Noel, e eu entendo. Contudo, preciso louvar todas as pessoas que vão passar o Natal divertindo crianças muito doentes nos Hospitais. Por incrível que pareça, dentre esses, estão meu cunhado e meus sobrinhos, a quem presto minha homenagem. Que trio, né?

Escrito por Ordisi Raluz às 18h31
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Verão!
Verão?
Estou de mocassins com meias de tênis; jeans; camiseta com um moleton por cima!!!
Fui verificar a Meteorologia Oficial da Aeronáutica para São Paulo (Congonhas):
| Resultado da Consulta de Mensagens Meteorológicas - Página 1 de 0, hora da consulta-> 21:24:07 GMT, 19:24:07 Hora Local |
| Localidade |
Data - Hora |
Conteúdo |
| Mensagens do dia: 22/12/2004 as 21 Hora(s) = 19 Horas em Congonhas |
| SBSP |
222100 |
12013KT 6000 -RA OVC010 16/15 Q1017= |
| SBSP |
222120 |
15008KT 3000 -RA BR BKN007 OVC012 16/14 Q1017= | |
Traduzindo isso aí em cima: o tempo está uma merda. Chove, venta, a temperatura é de 15°C e está caindo!!! Quem foi o f.d.p. que disse estarmos no Verão?
Escrito por Ordisi Raluz às 18h28
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Pousos e Repousos
Monte Verde
Perguntaram-me o que tem demais pousar em Monte Verde. Nada demais.
É lindo e faz subir a adrenalina, já que não há arremetida segura. A pista é um campo de terra com pedregulhos, em acentuado aclive, afora um degrau de quase um metro de altura na metade, reduzindo, na prática, o comprimento praticável.
É só dar uma olhadinha nessa aproximação final:

Obs.: Como já há algum tempo não pouso lá, pode ser que tenham feito algum melhoramento. Contudo ainda não ouvi nenhum comentário sobre isso. Com ou sem, gosto de Monte Verde de qq. jeito.
Escrito por Ordisi Raluz às 22h49
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Amores Astronômicos
Os Anéis de Vênus
Era um sábado de inverno. Dia lindo, céu azul. Frio, apesar do sol resplandecente.
Ela foi de carro. Sozinha. Saiu do dúplex do Morumbi com o A8 preto, blindado.
Ele foi de avião. Solo. Decolou da Fazenda com o V35. O helicóptero tinha ficado em São Paulo, como de hábito.
Ela não precisou de mais tempo para pensar. Foi, sabendo o que queria, dirigindo com aparente tranqüilidade. Não pegou nenhum daqueles atalhos que, por vezes, o motorista utilizava para os livrar do trânsito. Mesmo no sábado, a Marginal estava emperrada. Não se importou.
Ele concentrou-se em pilotar. Planejou uma rota tortuosa para Monte Verde, evitando áreas terminais. Assim, desobrigou-se de registrar o plano de vôo, ficando sem a proteção do serviço de alerta. Com o rádio quase calado, teria mais tempo para pensar de como convencê-la do óbvio.
Ela, afinal, entrou na Fernão Dias. Enfrentou as curvas sem dificuldade, acelerando um pouco mais. Queria logo se livrar da feiúra dos subúrbios. Desejava o verde.
Ele, corretamente, escolheu e subiu para o 075. O nível também era propício para fazer a aproximação para o aeródromo mais alto do Brasil. Cinco mil pés de altitude, encravado nas montanhas.
Ela, sabendo que o trecho de Camanducaia a Monte Verde era puro castigo para um automóvel daquela classe, progrediu lenta e cuidadosamente, como uma amazona que não deixa seu cavalo ferir as patas. Abriu a janela, calando o sistema de alarme e inspirou o ar fresco da montanha.
Ele sentiu o prazer, a adrenalina subindo. Melhor que voar só tem trepar, riu com seus botões. O ronronar do motor de 300HP, o GPS facilitando a navegação, o rádio quieto e a beleza das paisagens. Com o sol baixando, despontou a serra tão conhecida na linha do horizonte.
Ela chegou a Monte Verde. O carro nem sentiu a íngreme ladeira que levava ao Aeródromo. Estacionou, trancou a porta e vestiu o longo e quente casaco marrom. Não ventava muito, apesar da hora.
Ele avistou Monte Verde. A pista de terra e pedregulhos, irregular e em subida, permitindo o pouso só por uma cabeceira. Não há como arremeter com segurança. Um bom teste de habilidade, que ele sempre adorou.
Ela avistou a primeira estrela ao mesmo tempo em que ouviu o ronco do motor.
Ele avistou a primeira estrela quando baixou o trem de pouso, deu um dente de flap e compensou o avião.
Ela acenou.
Ele acendeu os faróis como se replicasse, mas foi mera coincidência. Girou base e alinhou com a pista.
Ela ouviu o motor aquietando.
Ele manteve o flare até passar por sobre a parte mais irregular da pista e tocou o solo suavemente.
Ela caminhou lentamente para o Bonanza quando o motor foi cortado, parando de levantar poeira.
Ele trancou a porta e desceu pela asa, fechando o casaco de couro com um arrepio de frio.
Ela sorriu, ele correspondeu, encostaram-se os lábios e foram, primeiro, tomar um café no kiosque logo ali ao lado da pista. A mesma cabana da lua de mel, lá na montanha, com um Bordeaux à beira da lareira, reservada, aguardava.
Ele falou, ela fez que ouviu. Ela falou e ele não sorriu. Pagou o café e saiu. Respirou fundo. A primeira estrela capturando todo o brilho do poente só para si.
Ela murmurou o nome dele.
Ele, ao voltar-se, viu-a retirando a aliança de ouro e o anel de brilhantes.
Ela as colocou no bolso do casaco dele, sorriu amarelo e foi para o carro. Deu a partida e começou a trilhar o mesmo caminho, metro a metro, de volta ao Morumbi. Sem lágrimas nos olhos.
Ele ouviu o carro afastando-se. Colocou a mão no bolso e tirou os anéis. Quando os levantou para contemplá-los melhor à luz poente, Vênus - a primeira estrela - brilhou por dentro deles, pedindo-os para si.
Ele não hesitou e, com toda a força da alma, lançou-os até ela.
Escrito por Ordisi Raluz às 23h54
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O Vácuo e o Universo
Explicações Desnecessárias
Eu fui totalmente sincero e transparente quando registrei o meu Blog, há poucos meses. Só que, naquele então, como qualquer humano nascituro, não tinha consciência desse fato.
Ao batizá-lo de Psichê, escrevi: - Como me explicaram, é um confessionário público. Aqui você provavelmente poderá ter mais razão que os outros, o que é ótimo. Portanto, deverá expressar a mais pura verdade do "quem sou eu", imerso na imensa ficção do mundo virtual.
O palavrório soa hermético, mas estava já intuído de que seria o palco de um teatro - mágico e etéreo – aonde eu faria minhas catarses para um público, acreditava, certamente intangível e talvez inexistente.
De alguma forma minha espada ganhou significativa potência e, rasgando o vácuo(*), criou existência, pois comprovadamente estou interagindo, sentindo impactos e trocando energias.
De coração, meu Ego agradece a vocês.
*Espada de Vácuo
Psichê : Sexta-feira , 16 de Julho de 2004
Falei em vácuo. É lógico que não adianta gritar no vácuo, pois o som não se propaga. Mas aí o "gritar" não é sonoro, é "informático", ou seja, eletromagnético: luz de todas as cores, microondas, radar, raios gama... Então a esperança é real de que talvez até mesmo um ET possa interagir com um Blog. Vai que já aconteceu e estão fazendo segredo...
Mais ainda, um passarinho me contou que não existe vácuo, pois, mesmo no "nada" aparente, se você passar uma espada afiada com velocidade, ou seja, com energia suficiente, você abre as entranhas do mesmo e cria desde partículas até universos...
Tá loco seu, se essa espada cai em mãos erradas...
p.s.: Quanto à essa última e profética frase, sugiro ler” Et qui custodia custodiat?”, em Branco Leone.
Escrito por Ordisi Raluz às 13h46
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Tá Pensando O Quê? II
Ano Atrás
Quando entrei, ele já me aguardava à mesa. Acenou para que me sentasse. O início do diálogo foi bastante cordial, mas logo se tornou inquisitivo. Naquela situação, eu só poderia esperar isso de uma pessoa como ele. Tentei responder sem ficar embaraçado, mas, por vezes, não me sentia seguro do que dizia. Ele, certamente muito mais experiente nessa forma de contato, logo explicitou o seu desejo. Convidou-me para outro aposento, lá atrás. Aquiesci. Pediu que tirasse as roupas. Despi-me. Apontou a cama. Deitei-me esticado, barriga para cima, exibindo a genitália. Gentilmente dobrou meus joelhos e, olhando-me atentamente enquanto lubrificava sua proteção, pediu que entreabrisse mais as pernas. Havia expectativa. Eu estava tenso, porejando. Contudo, pausadamente, ele colocou sua mão esquerda em minha barriga e, pedindo que relaxasse, penetrou-me com o dedo da mão direita. Ele acabou rápido. Sorriu e disse: - Excelente exame, meu amigo, sua próstata está com o tamanho e consistência perfeitas. Ponha essa roupa e volte daqui a um ano.
post de 28nov2004 republicado a pedidos para os Anais dos Check-ups Anuais...
Escrito por Ordisi Raluz às 14h09
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Marcação Cerrada
Pari Passu
Aconteceu comigo noutro dia. Ela veio e parou bem ao meu lado. Comecei a caminhar lentamente, tentando lidar com a situação. Já nos seus trinta, propagava os cabelos loiros, compridos e ondulados pelos ombros e pelas costas, a clamar pela atenção de todos os homens do planeta. Sorriu de uma forma que me pareceu desafiadora. Tinha uma visível compleição atlética, o que me provocou, de imediato, uma certa ansiedade. Senti-me compelido a apressar o passo. Ela seguiu, curiosa, me observando. Parecia não se mover, mesmo quando achei recomendável alargar minhas passadas. Ela me acompanhava, sem nenhum esforço. Teimoso, persistindo no insólito desafio, desatei a correr, sem outro resultado que uma crescente e previsível exaustão. Ela, firme ao meu lado. Daí a pouco, sem qualquer aviso, a beldade diminuiu a velocidade da esteira, pressionando um botão. Protestei, pois ainda me sobrava fôlego para completar o derradeiro minuto do teste. “Seu coração já está na freqüência máxima” – comunicou com um sorriso impassível – “Agora deite aí e descanse um pouco para que possamos acabar”. E, sem sequer pedir para que eu tirasse a roupa, fez tudo o que ela quis. Quando se deu por satisfeita, sumiu por uma porta, sem olhar para trás.
Escrito por Ordisi Raluz às 22h11
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As Flores Da Pele
Carinhos & Carícias
Foi ontem. Ela não tirava aqueles olhos de mim. Jovem, linda, extrovertida, desejosa por tomar a iniciativa. Cabelos morenos e lisos, curtos demais para o meu gosto. Seu rosto bonito, traços extremamente delicados. Estava radiante como sempre. Aqueles olhos negros, ferinos, inquiridores, perscrutadores me devoravam exatamente como da primeira vez, contrastando com aquele sorriso de Gioconda nos lábios, a carregar os seus mistérios. As mãos. Ah! Aquelas mãos pequenas, lindas e bem tratadas. Tão lisas! Traiçoeiramente carinhosas. Seus dedos ágeis corriam por meu corpo desnudo. Tato, contato, da capo sin fine. Eletricidade à flor da pele. Nossa relação só poderia ser definida como sado-masoquista. Ela, como sempre, acabou por me ferir. Sem perder a fleuma e o sorriso. Sim, cada vez o enigma me fica mais claro: o sorriso oculta seu imenso sadismo. Ela avisa quando vai agir, que dores vai infligir. Aquelas mãos, o tato, o contato, a picada ardida, a pele já insensível, queimada, tratada. Quer-me novamente semana que vem. Ver minhas feridas, a danada da minha dermatologista. Tenho certeza que ela me adora.
Escrito por Ordisi Raluz às 15h27
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Achados & Queridos
O Teimoso
Eu tinha um Teimoso 1966. Quem é um pouquinho mais antigo lembra que isso era um Gordini depenado de fábrica. Vinha com motor, câmbio, quatro rodas, freio, direção, faróis, vidros e lataria. Além dos bancos de lona no lugar de assentos, o resto era opcional: não existia.
Financiado em 48 meses pela Caixa Econômica Federal foi, junto com a perua Vemaguet e o Fusca Pé-de-Boi, um remédio achado pelo governo para dar vazão aos pátios lotados das montadoras e calar as ameaças de suspensão da produção.
Claro, foi o meu primeiro carro. Como meus proventos oriundos de aulas particulares eram insuficientes, o meu agente financeiro foi Papai. Verdade seja dita que as prestações eram muito suaves.
Poderia falar um livro sobre o Teimoso. Afinal o primeiro carro a gente nunca esquece, não é, primeiro soutien?

Aí está uma foto que achei dele: já equipado com os cromados da moda, pisca-pisca, tensores na suspensão, muito charme e...muita saudade dos Golden Years.
O texto acima reproduz parte do post de 11out2004.
Recomendo dar uma olhadinha no site http://www2.uol.com.br/bestcars/eleicao/melhor2005 para quem quer saber um pouquinho mais sobre o carango.
Escrito por Ordisi Raluz às 13h05
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Achados & Achados
Cãrona
Au, au...
Olhaí outra foto curiosa que tirei... na mesma época...

Escrito por Ordisi Raluz às 02h48
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Achados & Perdidos
...
Tirei essa foto com minha primeira câmera.
Acabo de dar com ela num caixão de papelão repleto de velharias...

Escrito por Ordisi Raluz às 01h31
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Sextória #5 - O Maníaco e...
O Punheteiro
Estávamos todos frustrados. Pretendíamos acampar no litoral norte, mas a chuva não parava de cair e acabamos conseguindo nos entocar num apartamento em São Vicente.
Imagine um grupo de seis rapazes, com no máximo 20 anos, imobilizados por um infindável aguaceiro, num apartamentico.
Não podíamos nem reclamar - foi uma gentileza providencial arranjada junto a um tio de alguém - mas o lugar era apertado, desajeitado e feio de dar dó. Ficava num andar baixo, de costas para o mar e de frente para um matagal.
Sem alternativas, ficamos a jogar cartas, a beber cerveja e a falar bobagens. Com a frustração dos planos, o ambiente estava chocho. O consumo extra de bebida gerava algumas tensões cá ou lá mas, em compensação, garantia longos sonos e sonecas, embaladas pelo ruído constante e monótono da chuva caindo, caindo, caindo...
Contudo, um primo carioca dava a nota alegre e acabou por nos divertir a todos com suas lorotas, exageros e manias. Foi apelidado de “O Maníaco” com todos os méritos.
Para começar, chamou-nos a todos para mostrar como cagava, apoiando as mãos e os pés sobre o vaso, assegurando que desse jeito obrava com prazer redobrado.
Também foi a primeira pessoa que vi demonstrar, na prática, que peido pega fogo. Explicou detalhadamente a técnica que havia desenvolvido, assim como as devidas normas de segurança, pois não seria de bom alvitre queimar-se o cú. Imagine! No minuto seguinte estávamos a competir para ver quem tinha o melhor lança-chamas!
No penúltimo dia parou de chover, mas o céu estava cinza-chumbo, carregado. Tomávamos o que seria o café da manhã quando o Maníaco foi sapear na janela. Daí a instantes alertou a turma:
“Pessoal - avisou ele, fazendo o sinal de silêncio - tem um cara entrando no mato com um jeitão esquisito. Acho que vai dar uma cagada”...
Esgueiramo-nos todos para a janela para ver o “espetáculo”. O indivíduo, de fato, vinha-se adentrando cuidadosamente pelo mato e, de súbito, estacou perto de uma pequena árvore. Olhou em direção ao prédio, perscrutou cuidadosamente para ver se havia alguém olhando. Como nos ocultamos e não viu mais ninguém, baixou o short e – surpresa – começou a masturbar-se!
O Maníaco ficou doido. “Todo mundo quieto aí, ordenou, deixa esse cara comigo”. E o cara lá no matinho socando a maior bronha. “Pessoal, ele tá todo tarado, mas deixa ele comigo”. E o cara, animadão, mandando aquela brasa na piroca.
O primo foi irradiando o jogo: "Ele tá quase acabando, tá quase" - e, antes que o coitado chegasse ao clímax, botou a cara para fora e berrou com tudo: PUNHETEIRO!!! Aí entramos todos com o coro ensurdecedor: PUNHETEIRO!!!, PUNHETEIRO!!!, PUNHETEIRO!!!
O frustrado imbecil subiu o calção num átimo, escondeu a cara nas mãos e saiu derrapando, aos tropeços, pelas touceiras afora...
Até hoje, nas rodas de papo, o primo carioca – bem conhecido empresário e avô dedicado - nunca deixa de recordar esse lance...
Escrito por Ordisi Raluz às 22h34
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Poliédrico...
Homessa!
Até que me viro em algumas línguas. Mas, nestes dias em que ando ciceroneando meus amigos da terra mãe, noto com pesar que ainda me falta um tanto para entender bem o ... português !... e não passar por parvo...
Escrito por Ordisi Raluz às 02h47
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Dietinha...
Jantinha Diet...
Outra noite fomos comemorar o aniversário de casamento de nossos afilhados. Restaurante Francês. Vinho chileno primeiro e argentino na seqüência: assim ficamos tucanamente sobre o muro andino, sorvendo as vantagens de todos os lados. Salmão defumado com salada na entrada, seguindo-se filet au poivre noir no meio de campo e petit gateau na saída, com Cointreau de saideira. Nada mais a declarar. Au revoir.
Escrito por Ordisi Raluz às 13h29
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