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Ói eu aí...
Açeçoria de Prensa
Fui convidado para participar da Engrenagem, máquina impar geradora de excelentes textos, o que muito me honrou. Engrenei nela e lá está postado, em nova versão, o meu "Anéis de Vênus", bem ao lado dos famosos, acreditem! Como agradecimento, faço aqui a minha mídia, de forma absolutamente desinteressada, garantindo não se tratar de matéria paga...
engrenagem nr. 02
Fim de caso
Redatores
Amargha Mason
Aspásia Francis
Banana Helicoidal
Lilly Rowan
Thorstein Veblen
Convidados
Ordisi Raluz
Márcio Benjamim
Escrito por Ordisi Raluz às 10h54
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Pensagadas e Exprementos
Mamãe Eu Quero
Essas tais palavras geradas pelo UOL (veja “UOL Decifra”, alguns posts abaixo) e as reclamações das doces meninas leitoras por assuntos “áridos”, fizeram-me lembrar de um outro lance muito curioso em minha vida. Mocinhas, não parem de ler agora, agüentem firmes, por favor.
Estava na graduação e, como era comum naquela época, trabalhava como “bolsista” num dos Departamentos da Faculdade. Por increça que parível, já havia feito alguns cursos de programação para computadores - por minha conta e risco, indo contra várias “opiniões” - pois me recusava a ficar semanas a fio fazendo cálculos, tabelas e gráficos “à mão”, tarefa que os iluminados passavam - com visível prazer - para que nós, pobres estudantes, sentíssemos o peso de nossa ignorância.
O Dinossauro da Faculdade era, então, um IBM/360 que entendia Fortran IV. Bom, isso é detalhe, mas bolsista tinha que comparecer até mesmo nas férias. Num desses interlúdios, tive a idéia de tentar fazer o computador “aprender a falar” e obtive a autorização do chefe, que andava procurando por algo do estilo para apresentar numa reunião de artistas e intelectuais a que ia comparecer na Itália...
Para resumir, usamos um método de geração de números ao acaso, e uma tosca estatística da freqüência com que apareciam sílabas e ditongos no dicionário, feita com enorme paciência por uma santa e dedicada colega. Planejamos, para começar, em formar aleatoriamente palavras de três sílabas e fazer corresponder a cada uma um valor, entre zero e cem, que deveria ser tanto mais alto quanto maior a probabilidade da palavra ter significado. Então, era esperado que fosse impressa uma listagem mais ou menos assim:
# palavra valor
001 LIAIMU 07
.... ........... ...
181 TUVICO 27
182 CAFACE 49
183 BOLADA 88
184 ARJOFA 17
e por aí afora...
Passada uma semana de diversão e após a depuração dos inevitáveis erros de programação, então - tchã, tchã, tchã, tchã - o computador falou:
039 IABUVE 15
040 GOJIME 04
041 MAMILO 93 !!!
A maquineta pediu para mamar na quadragésima primeira palavra das milhares que foram geradas! Emoção geral no Departamento. Aí eu cheguei na santa e dedicada colega de programa (digo, de projeto) e perguntei se ela queria dar o peitinho para o nosso filhote eletrônico mamar. Não sei porque ela ficou tão puta da vida...
Escrito por Ordisi Raluz às 00h00
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Pensagadas Místicas
Maxwell e o Nirvana
Na primeira vez em que eu verdadeiramente entendi as Equações de Maxwell, me emocionei até as lágrimas. Pode parecer ridículo, mas foi como entrar no Nirvana. Um êxtase pela súbita compreensão de como se fundem intimamente campos elétricos e magnéticos para formar a luz, cuja velocidade de propagação - no vácuo - é uma constante universal.
Toda a essência de imenso conhecimento contido em apenas quatro elegantes equações. Com elas, Maxwell instituiu de vez o eletromagnetismo clássico abarcando miríades de fenômenos num só conceito. Rádio, televisão, radar, micro-ondas, luz de todas as cores, raios gama. Todos eles, apesar das diferentes engenharias, têm a mesma essência, a mesma alma.
A alma de Maxwell, vizinho de Buda lá no Nirvana.
Escrito por Ordisi Raluz às 21h20
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Tô Fool Dildo. Itú, Tás Full Dida?
Dildo FAQ
Pois é, recebi uma corrente. De Dildos, vejam só que tema delicioso! Recebi-a de um amigo, muy amigo. Ele me avisou pra não quebrá-la. Já estava com um porrete à mão quando tomei uma importante decisão. Vou abrir uma exceção, coisa que não costumo fazer. Sendo ele uma figura ímpar e, mesmo não tendo sequer arriscado seu imenso prestígio num mísero palpite na solução do mistério da Víbora de Assuã (veja nos posts abaixo), vamos lá topar o desafio. Tenho que responder a cinco perguntas nauseabundas, sendo - na última - obrigado a constranger a vários(as) outros(as) coitados(as). Literalmente coitados(as). O Branco Leone me mete em cada fria, pô! Recomendo ir até lá ver as regras (?) deste treco.
Afirma ele: ”Hara Al-bechueba, um modesto blogueiro de Falluja, Iraque, ignorou a corrente e hoje tem uma barraca cheia de soldados americanos montada onde antes era a sua casa e um tanque de guerra onde antes era o seu cachorro”. Digo eu, após rápida enquete: Brando Limone, blogueiro de açucarada acidez, recebeu a corrente, passou-a adiante - a trancos e barrancos - e hoje tem mais de çem visitas diárias no seu blog, dedicado à semântica quântica. Meu amigo, muy amigo diz também ter traduzido - do aramaico - as perguntas, exceto pela palavra "dildo" e afirmou: “Se você não sabe o que é, deveria estar na cama. Quero dizer dormindo, pequeno(a) pervertido(a)!”. Ele deve ter vacúolos nos neurônios...
1. Você já usou brinquedos ou outras coisas durante o sexo? Esta resposta foi censurada!
2. Você considera a possibilidade de usar dildos ou outros brinquedos sexuais no futuro? Deldos já uso, de forma acessória. Viagra e similares, dispensadores de brinquedinhos, ainda não precisei. Mas, depois disso, why not?
3. Qual a fantasia mais esquisita que você ainda não realizou? Todas. Esquisito, né? 4. Quem lhe deu este dildo?

Foi meu amigo, muy amigo, pra saber que destino eu daria ao mesmo. Foi engolido. Em finas fatias, numa salada bem temperada. Mas um dia mando esse outro aí pra testar o espírito esportivo dele:

5. Quem são os que vão receber de você esta barbaridade de corrente?
a. Santos Passos : Decifrador-mor de mistérios*
b. Monicômio : Quase não saio de lá, bilú bilú tetéia... c. Onan (pt) : Fã número um d´O Punheteiro** d. Anjo Pornográfico : O nome tá pedildo...
Pensando bem, acho que também devo testar o bom humor de Rô e de Inquieta , senão apanho dessas doçuras.
* Veja neste Blog bom pra cachorro, em “Cydyny Seldom: Quem tem medo da víbora de Assuã?”
** Veja neste Blog que tem um post após o outro, em “O Punheteiro” (post de 05/dez/2004).
Escrito por Ordisi Raluz às 21h16
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A Chave do Mistério
UOL decifra
Escrevi eu mesmo um comentário como "Editor" no post anterior e, ontem, fui responder ao dito cujo.
Como todos sabem, quando a gente confirma o envio de um comentário, o Portal UOL gera, ao acaso, uma palavra para confirmação.
Pois, acredite quem quizer, a palavra gerada foi a exata tradução para o português da Chave do Mistério do caso que está ficando mais conhecido como "A víbora de Assuã"...
Fiquei pasmo, acreditem. Por sinal, por muitas e muitas vezes, foram extrordinárias as coincidências entre o conteúdo de meus comentários nos blogs da UOL e as palavras geradas.
Acho que vou começar a anotar todas...
Escrito por Ordisi Raluz às 12h04
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Best Çelers
Cydyny Seldom:
Quem tem medo da Víbora de Assuã?
Orelha da Capa
Londres
Barry Tolleman Mac Korn caminhava por Baker Street quando uma beldade, num casaco de pele de Lontras, requebrando em escarpins de saltos altíssimos pisou – aparentemente sem querer – em seu pé, fazendo seus velhos calos doerem. A vista relampejou com a dor e ele abafou seu grito. Quinze segundos depois, agonizava, vitimado por um dos mais potentes venenos – o da víbora de Assuã.
Brasília
João de Assis Dias Tolledo Pimentel Filho havia completado a missão de entregar a finíssima maleta preta de executivo, em couro de cobra, para o assessor de alta figura no Ministério das Redações Exteriores. Estava quente. Parou para tomar um caldo de cana com limão na barraquinha do Pires. Enquanto sorvia do doce caldo, um minúsculo dardo de zarabatana o atingiu no meio da testa, como numa picada de mosquito. Ele, instintivamente, o arrancou e quinze segundos depois agonizava na grama mal aparada, vitimado por um dos mais potentes venenos – o da víbora de Assuã.
Orelha da Contracapa
Cape Town
Walter Kartoll Nimitz observava a paisagem feérica do alto da Table Mountain. O sol ainda ia alto e forte e ele transpirava debaixo daquele paletó de tweed. Estava tranqüilo, enquanto esperava pelo mensageiro de Madagascar. Havia colocado uma boa dosagem de desodorante e afinal, estar vestindo o kilt – o tradicional traje escocês - tinha suas vantagens, pois estava ventando forte e quase não havia outras pessoas por perto. Admirou-se por ver aquele aeromodelo a fazer manobras acrobáticas tão precisas em local tão impróprio e com tanto vento. O pequeno aviãozinho, pilotado por controle remoto, passou por perto dele, deu um preciso “loop” e, na saída da manobra, atirou em surdina uma rajada de minúsculas setas na direção da ridícula figura. Em segundos, rolava agonizante despenhadeiro abaixo, vítima de um dos mais potentes venenos – o da víbora de Assuã.
Vladivostok
Anatoll Nikita Kaipirevitsh olhou para trás e respirou aliviado, após controlar a derrapada na neve. Perdera de vista aquelas figuras suspeitas. Não iria sossegar enquanto não entregasse a encomenda para o Mentor. Abriu a porta da Dasha e sorriu. Lá estava ele, a fumar seu imenso charuto cubano, rodeado de mulheres de olhos puxados. Entregou o estojo contendo um raríssimo e legítimo Château Pétrus 1982, de valor incalculável. Recebeu em retribuição um litro da mais legítima Viboroska. Feliz, sorveu um gole e caiu fulminado por um dos mais potentes venenos – o da víbora de Assuã.
Contracapa
Qual o porquê dessas mortes? Haveria algo em comum entre as vítimas além do malfadado veneno da víbora de Assuã? Quem estaria por trás de tudo? A KGB? A CIA? O Mossad? O M-6? A Anvisa? (Jornal O Estadio de São Pulo)
Quem teria conseguido o feito de preservar ativo o veneno da víbora de Assuã, espécie que se extinguiu com a inundação da represa egípcia? (Revista Seja)
Ler este vibrante livro de ação e mistério deixará você mesmerizado, com a linguagem brilhante e direta, sofisticada e pura, forte e pungente como o veneno da víbora de Assuã. (Jornal O Blogo)
Na verdade, queridão, você poderá decifrar o mistério, até com facilidade, apenas lendo as orelhas - sem brinquinhos, uma pena - deste livro tão atraente. (Revista PlayGay)
Qual o fator coincidente, o enigma essencial da trama, criptografado e tão bem oculto? Fonte não revelada dá uma dica extra: os Murchomanos são, como todos nós, absolutamente contra todos os impostos e taxas, lícitas ou não. A diferença é de que estão dispostos a matar, pelo mundo afora, todos aqueles que – desde o berço - carregam consigo tal infâmia. (Revista Taras)
Cogita-se num prêmio de 50.000 escudos a ser rateado pelos cinqüenta primeiros postadores de comentários contendo a resposta certa, neste Blog. Participe, pô! (Editora Ó. Ráiuz - Lisboa)
Escrito por Ordisi Raluz às 00h33
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Sorry ou sorrio?
Aconteceu agorinha mesmo...
Acabo de quase ter um treco de felicidade: conferí o gabarito da OAB com o meu caçulinha e ele passou, até que com folga, depois de muito estudo e muito stress... Que felicidade !!!
Nem um minuto depois, toca o telefone, atendo na maior alegria. Era um amigo meu, que vive no exterior, chorando e avisando que a mãe dele morreu !!! Ela residia em São Paulo. Era uma senhora de idade e viveu bem a vida, é verdade. Meu Deus, que tristeza. Ele está embarcando às pressas para chegar aqui amanhã, à tempo do enterro. Temos que avisar os amigos, etc, etc, etc...
Deu pane, resolvi desabafar no Blog. Travei. Sorry ou sorrio?
Escrito por Ordisi Raluz às 18h01
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Sextória #6
O Caralho Ambulante
Anos 60. Ambos tinham entrado na quarta série, vindos de outras escolas.
Estavam em classes diferentes, como era habitual. A quarta série “A” era só de meninas e a “B” só de meninos. Nesse curto espaço de tempo ela já começava a criar na plebe uma aura de galinha e ele a cultivar fama de galo. Ela sorria fácil e tinha aquele requebro fatal. Ele, gabava-se das extraordinárias qualidades dimensionais com que seu membro fora aquinhoado pela natureza.
Já cruzavam olhares e sorrisos nos recreios, mas a eterna mania das meninas de ficar circulando em grupinhos, de mãos dadas, a trocar cochichos e risadinhas, não havia ainda permitido nenhuma aproximação.
Baile pró-formatura. O primeiro da temporada, lá por Abril. Não deu outra. Ao primeiro acorde de Ray Conniff, ele a tirou para dançar. Foram ficando, ficando. Raspando, raspando. Encostando, encostando. Quando o par, agarradinho, tão perfeito, tão romântico, parecia rodar nas nuvens, a sussurrarem as primeiras e doces intimidades, ela dá um passo atrás, estala-lhe o maior tapa na cara e some de cena.
Casaram-se alguns anos após, ainda muito jovens. Foram morar com os pais dele, quase vizinhos da gente. Encontrava-os freqüentemente, ora saindo ou quando chegávamos. Sempre trocávamos acenos ou umas palavras. Pareciam estar muito apaixonados.
Num final de tarde observei-os quando chegavam de carro. Não acenaram para mim. Discutiam. Desceram para abrir o portão e o mundo todo pôde ouvir:
- ... e você fica rindo e rebolando pra todo homem que passa, sua galinha, sua puta.
Ela tascou-lhe um tapa na cara, foi pra direção do carro e gritou enquanto dava uma ré:
- Vai enfiar esse caralho no teu cú, seu pervertido filho de uma puta.
Arrancou e, quando passou por mim, estancou o carro e gritou:
- Pode dizer pra todo o mundo que esse imbecil é só um caralho ambulante e nada mais.
Arrancou de novo e sumiu pela vida afora, para nunca mais voltar.
Escrito por Ordisi Raluz às 00h02
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Pensagadas Místicas
É Mole ou Duro?
Você escreve um software (programa que coloca o seu pensamento em instruções codificadas) e daí o hardware (computador, máquina) o executa por meio de pulsos eletromagnéticos lá nas entranhas dos circuitos e dispositivos.
Então, você chama os melhores técnicos do mundo, que dispõem de todos os aparelhos apropriados para examinar os impulsos eletromagnéticos que rolam lá nas entranhas dos circuitos. Contudo, você não diz a eles qual o software que está sendo processado.
Perguntinha: - Conseguirão eles, apenas observando e medindo esses impulsos, decifrar e recompor o software, desvendando o pensamento de quem o criou?
Escrito por Ordisi Raluz às 14h39
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Psichêio...
Adeus, Psichê !!!
Hoje me deu 5 minutos e resolvi mudar o Psichê.
Não o Blog, não comemore, só o nome que acabou por encher o meu saco.
Não se preocupem as queridíssimas milincadoras e os prezados milincantes que o endereço internético permanece o mesmo.
Então como todo mundo já viu, Ordisi Raluz mandou o Psichê prá P.Q.P.
Adeus, homônimos e homônimas.
Superego, muuuuiiiitíssimo satisfeito, se despede.
Afinal, o nosso blog é bom pra cachorro: tem um post após o outro...
Escrito por Ordisi Raluz às 02h59
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Saudades do Velho...
Hoje, se ainda estivesse entre nós, Papai completaria 88 anos.
Para homenageá-lo, vai aqui um quase replay do post que dediquei à ele no Dia dos Pais.
Seu... Filho do Pai !
Está bem, está bem, assumo! Afinal, o Dia dos Pais está à porta.
Vejo meus filhos confabulando e – através do S.M.I. (Serviço Materno de Informações) - sei que estão se quotizando para substituir o meu estimadíssimo par de tênis com apenas uns três ou quatro anos de uso. Vão gastar os tubos...
Mas com o meu Pai a coisa fica econômica. Ele já se foi há mais de 11 anos. Eu não gosto nada dessa economia.
Penso como ele estaria se ainda estivesse por aqui. Mesmo rosto: sorridente, bonachão, a careca rodeada por cabelos bem grisalhos. Mesmo corpo: gorducho, rechonchudo de bom jeito, mantendo a força e a agilidade. Mesma personalidade: imperativo e doce, parece impossível, mas ele era assim mesmo.
Estaria trabalhando à toda, inventado, inventando. Ele tinha umas cem patentes, conforme afirmou numa entrevista à TV Globo. Não sei ao certo se nesse número estão ou não incluídas as dezenas de ditas cujas internacionais. Foi um dos poucos brasileiros que conseguiu viver condignamente apenas e tão somente de suas idéias, apesar de copiado, roubado e traído, como de praxe com bons inventores.
Um cara desses só podia ser um fora de série, o que ele era. Isso às vezes tornava a tarefa de filho bastante mais árdua e exigente, pois vá lá competir com ele... Ah! Estaríamos agora competindo e nos digladiando por todos os assuntos do mundo, de Filosofia ao Futebol e de Asdrúbal a Zoroastro. Ele versus seus quatro filhos mais nove netos. O Velho era uma Enciclopédia e todos ganhávamos com isso.
Está bem, Velho. Se você quer um bom presente, bem, aqui vai esta lembrança etérea e virtual. Par de tênis, só para nós, meros terráqueos.
Beijão do Filho do Pai.
Escrito por Ordisi Raluz às 01h22
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Contagem Regressiva Surreal
Champagne ao Sabre!
Depois de tanto sal, céu, cio, sol e sul, não sei.
Não sei se foi real, se foi um sonho ou se foi alguma coisa assim “in between” como diria qualquer Lorde inglês - para esnobar um pouco da gente. O assunto em pauta é mesmo assim meio esnobativo ou esnobante, também me foge a gramática.
Sim, sim, é algo que eu classificaria - à priori - como esnobe, mas que ocorreu dentre gente tão simpática, tão franca. Tão finos, quase nobres, quase Lordes, distantes anos-luz de qualquer esnobismo.
Já perto da meia noite, virada do ano se aproximando, todos à beira da piscina - que exalava brilhos em azul sereno, a lamber e tingir as vestimentas cor da paz. Lua minguante, mas gigante, ainda baixa no firmamento, avistada e comentada pelas mulheres nos seus saltos altos.
Devo ter sido tele-transportado ou caído de pára-quedas numa Confraria com formalidades e hábitos que em muito transcendem à minha mais avançada finesse. Não posso atinar como fui parar lá.
A coisa, porém, não parou aí. Nem de longe desconfiei de que seria eu quem teria a honra de abrir o Champagne, precisamente à meia noite! Uma homenagem! Por que cargas d’água? A troco de que?
Para isso muniram-me de um Sabre! Isso mesmo, uma espécie de adaga, com lâmina curva, forte e sem corte, densa, pesada, com manopla, para manejo mais preciso!
Faltavam-me o ar e os minutos. Que diabos deveria eu fazer com um caríssimo Champagne francês na mão esquerda e um pesado Sabre sem corte na direita ?
Todos olhavam para mim. Queria rezar, mas o Senhor estava ocupado com coisas mais importantes. Queria fugir, mas cadenas de chumbo seguravam meus pés. Queria evaporar, mas minha cabeça - impregnada dos aromas dos mais finos vinhos - girava e girava!
Baixou um Santo, que se postou ao meu lado. Talvez o Anfitrião, talvez Napoleão, não sei, não sei. Não sei se murmurava, se telepatia usava, mas claramente nos ouvidos me soava.
- Gire a garrafa até ver a linha de solda do vidro. Essa mesmo, não perca de vista! Firme aí! Veja o ponto aonde ela chega à base do gargalo. Achou? Nós só retiramos o papel de proteção. O arame permanecerá segurando a rolha...
- Como assim, a rolha fica, e bem amarrada? – devo ter delirado com os meus botões.
- Isso mesmo. Você deverá abrir o Champagne com rolha e tudo, capando o gargalo da garrafa com um único e preciso golpe, de baixo para cima, com o Sabre.
- Golpe? Preciso? Com o Sabre? – devo ter ganido com os meus botões.
- Vire a garrafa para o jardim, mire aonde o fio chega no gargalo e... pum! Garrafa capada, bela jorrada, Champagne tomada.
Todos os olhos em mim. Devia estar estampando o sorriso dos desesperados. Faltavam-me o ar e os segundos. Em uníssono, todos reverberavam: - Cinco, quatro, três, dois, um, já!
Agora! Só o longo braço do Senhor poderia providenciar-me força e pontaria: - Pum! Lá se foi para bem longe o gargalo do mais caro Champagne que porventura tive nas mãos.
Garrafa capada com precisão, sem lascas, de onde eram recolhidos, por arcanjos, jorros do precioso líquido em longas taças com fios de ouro. Sonho? Realidade? Não sei. Eu ouvia a explosão de alegria, os cânticos, recebia os abraços, aceitava os efusivos cumprimentos e me sentia feliz, feliz, feliz.
Escrito por Ordisi Raluz às 22h42
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Cheguei !
Iupíííí
Acabo de desembarcar em Congonhas. A viagem foi maravilhosa, porém, esperar 35 minutos pela bagagem não foi assim, digamos, uma delícia de passatempo. Bola fora...
Com os miolos devidamente cozidos pelo vento solar, vou ver se consigo conectar uns neurônios e postar algo que tenha nexo...
Escrito por Ordisi Raluz às 18h44
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