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Sextória #8
O Vadio e a Metida
Anos 50. Estávamos no colegial. Freqüentávamos a mesma escola pública, no mesmo grau, mas em classes diferentes. Todo santo dia, envergando os nossos uniformes, tomávamos o bonde para o colégio, no mesmo ponto e à mesma hora. E conversávamos por todo o percurso.
O que dizer de uma garota nos seus quinze aninhos – mulher pronta para debutar – comparada a um garotão de dezoito? Ela, já exibindo pelas blusas os seios devidamente despontados, firmes e deliciosamente apontados à frente. Eu, ainda com espinhas no rosto e um enorme topete, não podendo exibir a única coisa já avantajada de que dispunha, que apontava à frente firmemente ao menor estímulo, imaginário ou não.
Ela era apenas um dos meus muitos problemas. Gabava-se por ter um namorado firme, de família tradicional e abastada, que já estava na faculdade. Metida a sebo - e como era metida - essa tagarela deliciosa não falava de outro assunto comigo, um garoto oriundo de família simplória e modesta. Presunçosa, tratava-me como se eu fora um inerme vegetal ouvinte. Não era bem o caso, eu sempre tinha seguidas ereções por causa das provocantes inconfidências que ela maliciosamente me fazia.
Eu a idolatrava, mas me sentia anulado pela total indiferença que ela devotava a mim como homem e, assim, não conseguia arriscar um único pio sobre meus sentimentos. Anunciava ela ser minha grande amiga, a hipócrita, vejam só! Amiga! Era visível seu prazer em me controlar, torturando minha auto-estima. Tão bonita e tão cruel comigo. Durante meses a fio foi essa a rotina, só interrompida pelos finais de semana e feriados.
Outro dos meus vários problemas era eu não ser bom estudante. Já havia repetido de ano três vezes no ginasial e agora estava indo de novo pelo mesmo caminho. Quando chegávamos ao colégio ela entrava para o pátio e ficava com as colegas a esperar pela campainha. Quase sempre, eu inventava uma desculpa e ia para o bar encontrar os colegas de vadiagem. Há anos eu já fumava, bebia de tudo, jogava sinuca a dinheiro para me sustentar e sabia bancar o malandro, é claro. Não tinha o menor interesse pelas aulas.
Num belo dia, um amigo do bar nos aparece dirigindo um carrão. Os pais haviam viajado e as chaves ficaram à mão. Ele, eu e mais outro ficamos um bom tempo a rodar pelos lugares mais afastados do bairro, fazendo derrapagens e armando zoeiras. Veio-me, num sopetão, a idéia de exibir-nos para minha amada, oferecendo-lhe uma carona na saída das aulas. Eles toparam de primeira.
Não foi difícil convencê-la, pois confiava em mim, seu domesticado amiguinho de estimação. Lisonjeada pela ousadia da proposta - ela seria o centro dos comentários invejosos das coleguinhas durante semanas e semanas - sorriu e veio. Com todo mundo olhando, acomodamo-nos no banco de trás, os outros dois já sentados na frente. O transviado metido a playboy deu na partida, subiu a rotação do motor até que assobiasse e arrancou com tudo, fazendo os pneus traseiros soltarem muita fumaça no asfalto. A platéia ficou lá para trás, uivando, ululando.
Hoje, amargando uma pena quase centenária por estupro e homicídio doloso qualificado, velho, sempre ameaçado pelos outros detentos, só consigo lembrar daquela deliciosa gargalhada de puro prazer que ela deu quando o carro arrancou, do seu aceno provocante para a platéia que ia ficando lá para trás e do único, longo e sensual beijo de agradecimento que me deu logo após. Depois disso, não me lembro de mais nada, nada, nada.
Post publicado no Engrenagem #3
Escrito por Ordisi Raluz às 19h04
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Pensagadas PessiMísticas
Brasil faz Iraquiaquí
Vi uma pequena notícia que afirmava morrerem de 2 a 3 motoqueiros por dia, em São Paulo. Isso dá um número assustador: entre 720 a 1080 almas por ano. Fiquei pasmo e resolvi fuçar umas coisas.
Fui até o Google e li: - “No Brasil morrem violentamente 49,2 pessoas para cada cem mil habitantes; quase metade (23,3) é causada por homicídios”.
Pensaguei: vamos estimar o que isto significa por dia. Supondo que tenhamos no Brasil uns 170 milhões de habitantes, podemos aplicar uma regrinha de três:
Se são assassinadas 23,3 em 100 000, serão X em 170 000 000.
Calculando: X= (23,3).(170 000 000)/(100 000) = 39 610.
Conclusão: são assassinadas 39 610 pessoas em um ano, ou seja, 108 pessoas por dia!
Ainda mais precisamente, se além dos assassinatos, computarmos também os acidentes e suicídios, teremos 229 mortes violentas por dia neste país. Acho que nem no Iraque a coisa está assim...
E não estamos em guerra com ninguém... hummmm... Será ???
Escrito por Ordisi Raluz às 23h38
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Açeçoria de Prensa
Muito em Breve...
Nos próximos dias estará no ar O Engrenagem #3 com textos - digamos - inesperados. Não me foi permitido adiantar quase nada, mas arrisco dizer que também estarei lá com O Vadio e a Metida que é o caso de um casal de jovens estudantes que...Ooops! Aguardem! Breve no Engrenagem e neste Blog.
Escrito por Ordisi Raluz às 20h25
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Best Çeler #2.
Zak Zimov em:
A Idéia de Astatínio
Orelha da Capa
Astatínio, Molibdênio e Telúrio eram três Robôs mineradores da série OR/2044 que caminhavam apressadamente pela planície de Mercúrio, em pleno Carnaval de 2104. Sabiam que não só eram ínfimas as chances de exibirem suas fantasias no Grande Desfile, como o seu fim estava próximo.
A proximidade do minúsculo planeta com o Sol faz com que, mesmo ao crepúsculo, a temperatura mercuriana seja inacreditavelmente alta. Estavam ainda distantes do limiar da Sombra do Pequeno Inferno e os sistemas já começavam a claudicar.
Os três Robôs mineiros haviam sido pegos de surpresa horas antes, ao coletar perigosas amostras de itamarita fervente, por uma imprevista erupção solar que saturara o espaço com radiação acima de todos os limites previstos em sua construção. Ainda assim resistiam, mas não poderia ser por muito mais tempo.
Seus cérebros positrônicos, rápida e simultaneamente, calcularam que, se um deles conseguisse tomar as parcas reservas energéticas ainda contidas nas Pilhas Vitais dos outros dois, teria boa chance de chegar à sombra salvadora.
Orelha da Contracapa
As Três Leis Pétreas de sua programação ecoavam insistentemente nas memórias robóticas:
Primeira Lei: - Um Robô não deve fazer mal a um ser humano, ou, por inação, permitir que um ser humano sofra qualquer mal.
Segunda Lei: - Um Robô deve obedecer a qualquer ordem dada por um ser humano, desde que essas ordens não interfiram com a execução da Primeira Lei.
Terceira Lei: - Um Robô deve proteger a sua existência, desde que ao fazê-lo, não interfira com as Leis Primeira e Segunda.
A terceira lei da robótica seria infringida já que, para sobreviver, os três Robôs deveriam lutar entre si. Também assim acabariam esgotando as reservas ainda mais rapidamente.
Como algum deles poderia sair dessa?
Foi Astatínio quem teve uma idéia astuta. Deixou-se ficar para trás e vestiu a fantasia de Cowboy que trazia na mochila. Aí chamou os outros dois.
Foi Astatínio quem se salvou. O que terá ele pedido aos outros?
Contracapa
Como ainda permitem que Robôs trabalhem em pleno Carnaval?
(A Folia de São Pulo)
Latifúndios de Mercúrio são improdutivos e serão invadidos, declara líder da CRU - Central Robô Unida.
(Revista Seja)
Ler este vibrante livro de ação e mistério deixará você mesmerizado, com a linguagem brilhante e direta, sofisticada e pura, forte e fervente como o solo de Mercúrio ao meio-dia.
(Jornal O Blogo)
Na verdade, queridão, decifrar esse mistério é uma baba. Mais interessante é que, no Grande Desfile, a gente vamos todas sair de Carmem Miranda, a última moda de 2104. Um lu-xo só.
(Revista BloGay)
Qual o enigma essencial da trama a ser decifrado? Fonte não revelada dá uma dica: cérebros positrônicos têm definição sexual e, portanto, Robôs têm preferências sexuais: lembram do escândalo dos dildos robóticos de 2099 ?
(Revista Taras)
Cogitou-se num prêmio a ser rateado pelos cinqüenta primeiros comentaristas deste novo Best Çeler, mas as verbas, alguém as Robô. Mesmo assim tenha espírito esportivo e participe, pô!
(Editora Ó. Ráiuz)
Escrito por Ordisi Raluz às 19h49
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Pensagadas Cerebrais
O Cérebro de Einstein
Outro dia (14/jan) postei uma questão que ouso repetir: - Se você tivesse os melhores equipamentos do mundo para analisar e medir um hardware, teria como decifrar qual software estaria sendo rodado? (e que não lhe teria sido informado, é claro). Sim ou não?
Pois acabo de ver na TV a cabo (Geographic Channel) dois caras vibrando de emoção ao ver o cérebro de Einstein - em fatias e pedaços - guardado e conservado numa espécie de pote de geléia gigante.
Eles acham que - num futuro bastante próximo - alguém irá conseguir um meio de fazer aquela massa de neurônios em conserva “recriar” a Teoria da Relatividade. Ou seja, em outras palavras, crêem que a partir do hardware vão decifrar o software.
Será? Eu acho que não. Em nenhum dos dois casos. E você o que acha?
Enquanto eu estava subindo o post (!), alguém sugeriu que talvez fosse melhor dar opções. Pois lá vão:
a) Sim. Pelo DNA das células clonam o Einstein e ele faz tudo que estava programado para fazer .
b) Sim e não. Clonam o Einstein a partir do DNA, mas o clone vai preferir fazer outros tipos de programa .
c) Não, mas porque fazem uma deliciosa geléia de neurônios e esqucm d fzer o clon .
d) Não interessa, pô! Vai postar uma nova Sextória e deixa a cuca da gente em paz .
Escrito por Ordisi Raluz às 22h51
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Cidade Maravilhosa (2)
Tudo Normal
Que beleza, que maravilha !
Acabou o Carnaval, tudo está voltando ao normal.
Pancadas de chuva, trânsito brotando do nada, filas triplas nas portas das escolas, falta de vagas no estacionamento do escritório e assim por diante.
São Paulo voltando ao normal: o telefone recomeçando a tocar! Trabalhar!
Que be-le-za, que ma-ra-vi-lha!
Escrito por Ordisi Raluz às 22h03
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Sextória #7
O Vibrador de Lugano
Éramos um casalzinho de estudantes em pós-graduação e em pós-lua-de-mel, aproveitando um oportuno feriado para uma esticada até o Ticino: lindíssima região ao sul da Suíça, na fronteira com a Itália.
Já havíamos rodado muito naquele dia, admirando as incríveis paisagens da região. Noite avançada, nos vimos pelas ruas de Lugano à procura de pousada.
Achamos um hoteleco que atendia às restrições orçamentárias e era suficientemente bem-ajambrado, pois a gente sempre verificava as acomodações antes de fechar negócio: vocês bem sabem como as mulheres são exigentes com os banheiros, não é certo?
Subimos ao quarto e, ao deitar, notei uma espécie de cofrinho de lata ao lado da cama. Fui ver o que seria. Lá estava escrito algo como: coloque um franco (ou seria um milhão de liras?) para vibrar por uma hora. O bom da juventude é que, quando dessas novidades, a gente nem dá bola para bulas ou manuais de instruções.
Tasquei a moeda na latinha. O colchão começou a vibrar, he he he. Então, mãos e tudo o mais, à obra.
Começaram as Preliminares. O colchão chacoalhando. Às tantas veio a Introdução e o Primeiro Movimento. O colchão tremelicando. Houve a rotação para o Segundo Movimento, ora pois. A cama ondulando em várias freqüências. Quando se seguiu o Adaggio - ma non troppo – pimba, acabou a luz.
Isso aí, apagão em Lugano, Suíça. O colchão vibrador parou, a cama sossegou, o abajur emudeceu, mas o amor, brilhando entre murmúrios ronronados no escurinho, continuou. Passou - compasso a compasso, andamento a andamento - por toda a pauta e terminou com acordes majestosos e bem orquestrados.
Lânguidos suspiros levaram ao sono dos deuses.
Não sei se sonhava ou não mas, quando dormíamos profundamente, a energia voltou com tudo. Acenderam-se as luzes, tocaram os rádios e apitaram os despertadores como se sirenas fossem.
O colchão, com honestidade suíça, voltou a chacoalhar (ainda devia o saldo do depósito para os dormintes ou trepantes, sei lá). A cama voltou a pular, mas já estávamos disparando escada abaixo, apavorados, enrolados nas cobertas, para divertimento do cara que estava de plantão na recepção.
Na manhã seguinte paguei a conta, mas me contive, perdoem o trocadilho. Se pudesse, mesmo hoje, esganava aquele safado, sacana, filho de uma mãe solteira que - tenho certeza absoluta - ainda está rindo da gente.
Escrito por Ordisi Raluz às 01h20
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Agora é Guerra?
0=3 ?!
Leia logo aí, abaixo de "GaratujasBurroCriptográficas" , como a UOL está sacaneando...
Só rindo para não chorar.
Escrito por Ordisi Raluz às 23h19
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Sampa às moscas e sem nenhuma mosca...
Cidade Maravilhosa
Fomos ontem à noite ver um filme num shopping. Vejam só quantos imprevistos tivemos num programa tão simples:
a) Tinha tanta vaga livre, mas tanta, que demorei um tempão para escolher aonde estacionar...
b) No fast food não tinha ninguém na fila - nem senha deram - e então tivemos que matar o tempo comendo mais coisinhas, sabe cumé...
c) Não tinha fila para comprar os ingressos e o troco veio sem moedas.
d) Havia tanto assento livre no cinema que trocamos de lugar, só para sentir o prazer de mudar de ponto de vista... Ah! E sem molecada zoando...
e) Não havia ninguém na nossa frente para pagar o estacionamento e ainda por cima a menina deu o troco sem moedas...
Esta sim é uma CIDADE MARAVILHOSA !
Escrito por Ordisi Raluz às 20h37
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UOL Dificulta Comentários
GaratujasBurroCriptográficas
Interessante, muito interessante.
Foi só eu abordar o tema da coincidência que tive com palavras geradas pelo portal UOL (post "UOL Decifra" de 25/jan) e a experiência que fiz décadas atrás (Mamãe eu Quero de 29/jan) que o pessoal de lá ficou inquieto. Deve ser por pura coincidência, é claro.
Agora, para confirmar a "postagem" de um comentário, em vez da exibição de palavras coloridas e com sentido, apareceram com uma seqüência P&B de dígitos alfanuméricos, com contornos variáveis (cheios, pontilhados, quebrados, etc...).
Para que a coisa ficasse ainda "melhor", os iluminados "costuraram" os dígitos num fio irregular, só para a gente testar bastante a visão, tentando decifrar essas verdadeiras garatujas.
Adivinhe o brilhante resultado: menos comentários.
Ninguém tem saco de ficar "admirando" essas tão "amigáveis criptografias" geradas por mais algum burocrata recalcitrante...
Escrito por Ordisi Raluz às 23h49
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Teorema UOL
0=3 ?
Será que a UOL está fazendo alguma promoção do tipo "use três meses grátis"?
Vejam só: acima existem três comentários. Pra UOL isso é zero.
Então, zero pra UOL 

Olha só que coisa mais linda:
os comentários neste post estão "travados" !!!
Esses burrocratas estão me perseguindo...

Escrito por Ordisi Raluz às 23h49
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Rô Druhens Sabe Tudinho...
Uma Aula no Carnaval
Recomendo dar uma olhadinha no blog Controversos, de Rô Druhens, para ler uma excelente síntese sobre a história do Carnaval Carioca.
Só lá - bem no finalzinho - a autora dá uma puxadinha de brasa para a sua sardinha...
E porque não? Afinal, é Carnaval... 
Escrito por Ordisi Raluz às 18h03
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2º Clichê - Santos Passos Recebe Premiação
Calúnia Soçial
Em cerimonial recheado de formalidades, discursos, comes e bebes, realizou-se, com todas as pompas, na Mansão dos Passos, a entrega do prêmio “Bidú d’Ordisi” ao Anfitrião e Senhora. Como já é de conhecimento público o Ilustríssimo Senhor Renato Santos Passos foi o primeiro a desvendar o mistério contido no pujante livro de Cydyny Seldom, “Quem tem medo da Víbora de Assuã?” (vide post de 19 de janeiro neste blog).
Os Editores, após intensas negociações secretas entre os eminentes juristas das partes envolvidas, selaram um acordo final. O Prêmio deveria ser dado em vinhos portugueses legítimos, havendo necessidade de comprovação do ato por testemunhas devidamente habilitadas. Decidiram, nesse contexto, que Branco Leone e Senhora detinham os apropriados quesitos. Mais ainda, acertaram os colendos causídicos, de que somente este último recebesse uma garrafa enólica extra por toda a celeuma e intranqüilidade por ele causada no mundo blogueiro ao postar a corrente “Dildo FAQ”, cruz credo.
Assim foi feito e o rega-bofe agitou a nata da sociedade bonita pela madrugada afora. A surpresa gastronômica, muito comentada pelos convivas, ficou por conta do finérrimo Muçe de Castanhas, preparado pela Anfitriã. Por outro lado, a indefectível gafe da noite deu-se por parte dos Editores da Ó. Ráiuz que fizeram questão de que Ordisi Raluz entregasse os prêmios com as devidas etiquetas de preço. Contudo, este colunista viu Madame Raluz - num esperto e ágil improviso - estragar o esmalte das unhas ao arrancar as ditas etiquetas antes que os Anfitriões pudessem manifestar sua surpresa pela gritante falha aos bons costumes.
Mas, como anotei e reafirmo, já que cavalo não desce escada rolante, a noitada foi uma confraternização de muito sucesso.
Abrahi Q. Suei
para “O Blogo”
Escrito por Ordisi Raluz às 14h44
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Reality Show
Tsunami de Assaltos
Parece que assaltos estão mais do que na onda. Constituem, na verdade, um tsunami insidioso, que vai solapando a vida da classe média brasileira, assaltada pelos poderosos lá de cima e pelos foderosos lá de baixo. Que o diga o casal apresentador de TV, os residentes do prédio no Morumbi, etc, etc, etc, e que o diga eu que, outro dia, fui acordado de meus plácidos sonhos com um 38 na cara para um pesadelo de duas horas, num verdadeiro reality show da vida. Estamos todos muito abalados mas, por sorte, vivos.
Escrito por Ordisi Raluz às 11h53
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