ORDISI RALUZ
     
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O que é isto?
 


Contos Contados

Flick Gnocci DaLua

 

A minha rodinha de exercícios é uma graça, estou à toda, me embalando na diversão. Vem o pentelho do moleque ruivinho, coloca a cara para dentro da caixa e grita: Flíqui! Meu nome é Flick, foi ele quem me batizou, só que me chama com sotaque brasileiro. Daí me agarra e começa primeiro a me acarinhar, depois a espicaçar e logo a atormentar, como se espera de um garoto de uns quatorze anos.

 

Sempre após as refeições, ataca o arrependimento da gula e lá vou eu manter a forma na minha rodinha gigante. Como eu gosto disso! É só embalar que aparece o homem da barba comprida,  observa com curiosidade, põe a cara pra dentro do caixote de madeira e chama: Nhóqui! Meu nome é Gnocci, ele que me brindou com esse itálico achado. Daí brinca comigo como se fosse um garoto de quatorze anos; só que já está para lá dos quarenta!

 

Todo santo dia de semana Dna. Laura, a cozinheira, chega-se para umas visitinhas. Adora-me. Conta todos os segredos e esmiúça as dores da vida dela. Pena que não consigo lembrar desses enredos, pois seriam novelas de sucesso. Prefiro minha rodinha. Quando estou no embalo é a maior adrenalina e não quero mais nada. Ela enfia a cara no caixote e dá a maior força: Da Lua! Mais rápido, Da Lua! Meu nome é Da Lua: ela é que me chamou assim. Fica brincando comigo como se fosse um garoto de quatorze anos. Só que já tem pra lá de cinqüenta!

 

Vida interessante. De acordo com minha religião, vou encarnar mais três vezes. Claro: a primeira nos EUA, a segunda na Itália e a terceira na Lua. Duvida? A gente se vê por aí, meu amigo!

 

[Homenagem comovida a Flick-Gnocci-Da Lua, o Hamster ultra-simpático que, por ano e meio, foi a alegria de casa. Aposentou-se na de Laura, aonde viveu mais um tempinho e foi-se para outro plano, cumprindo com louvor sua missão na Terra].

post281104



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h48
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Sextória

O Punheteiro

 

Estávamos todos frustrados. Pretendíamos acampar no litoral norte, mas a chuva não parava de cair e acabamos conseguindo nos entocar num apartamento em São Vicente. Imagine um grupo de seis rapazes, com no máximo 20 anos, imobilizados por um infindável aguaceiro, num apartamentico. Não podíamos nem reclamar - foi uma gentileza providencial arranjada junto a um tio de alguém - mas o lugar era apertado, desajeitado e feio de dar dó. Ficava num andar baixo, de costas para o mar e de frente para um matagal.

 

Sem alternativas, ficamos a jogar cartas, a beber cerveja e a falar bobagens. Com a frustração dos planos, o ambiente estava chocho. O consumo extra de bebida gerava algumas tensões cá ou lá mas, em compensação, garantia longos sonos e sonecas, embaladas pelo ruído constante e monótono da chuva caindo, caindo, caindo...

 

Contudo, um primo carioca dava a nota alegre e acabou por nos divertir a todos com suas lorotas, exageros e manias. Foi apelidado de “O Maníaco” com todos os méritos. Para começar, chamou-nos a todos para mostrar como cagava, apoiando as mãos e os pés sobre o vaso, assegurando que desse jeito obrava com prazer redobrado.

 

Foi a primeira pessoa que vi demonstrar, na prática, que peido pega fogo. Explicou detalhadamente a técnica que havia desenvolvido, assim como as devidas normas de segurança, pois não seria de bom alvitre queimar-se o cú. Imagine! No minuto seguinte estávamos a competir para ver quem tinha o melhor lança-chamas!

 

No penúltimo dia parou de chover, mas o céu estava cinza-chumbo, carregado. Tomávamos o que seria o café da manhã quando o Maníaco foi sapear na janela. Daí a instantes alertou a turma: “Pessoal - avisou ele, fazendo o sinal de silêncio - tem um cara entrando no mato com um jeitão esquisito. Acho que vai dar uma cagada”...

 

Esgueiramo-nos todos para a janela para ver o “espetáculo”. O indivíduo, de fato, vinha-se adentrando cuidadosamente pelo mato e, de súbito, estacou perto de uma pequena árvore. Olhou em direção ao prédio, perscrutou cuidadosamente para ver se havia alguém olhando. Como nos ocultamos e não viu mais ninguém, baixou o short e – surpresa – começou a masturbar-se!

 

O Maníaco ficou doido. “Todo mundo quieto aí, ordenou, deixa esse cara comigo”. E o cara lá no matinho socando a maior bronha. “Pessoal, ele tá todo tarado, mas deixa ele comigo”. E o cara, animadão, mandando aquela brasa na piroca. O primo foi irradiando o jogo: "Ele tá quase acabando, tá quase" - e, antes que o coitado chegasse ao clímax, botou a cara para fora e berrou com tudo: PUNHETEIRO!!! Aí entramos todos com o coro ensurdecedor: PUNHETEIRO!!!, PUNHETEIRO!!!, PUNHETEIRO!!!

 

O frustrado imbecil subiu o calção num átimo, escondeu a cara nas mãos e saiu derrapando, aos tropeços, pelas touceiras afora...

post051204



 Escrito por Ordisi Raluz às 20h46
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Lhufas & Perspectivas

Paisagem Fatal com Novo Final

com Outro Novo Final

Poente. O verde das montanhas cada vez mais se degradava, com as distâncias querendo-se esvair na vertigem dos pontos de fuga. A água, em primeiro plano, calma, fôsca. O sol atirava seus últimos raios do horizonte, lançando vergões laranjas, grenás e roxos sobre o fundo ainda alvo dos cúmulos que, mágicos, esculpiam tudo que a imaginação desejasse.

Os pés desnudos brincavam, ondulando a superfície como a irradiar, para quem não pudesse vê-la, a sensualidade de todo o corpo, moreno, desejoso, ondulante, em louco desespero. 

A água a traiu, chamando para que nela afogasse os seus lamentos e diluísse o seu querer. Não resistindo, adentrou-se pelos joelhos roliços, pelo sexo arrepiado, pelo colo desnudo. O pescoço alongou-se para que a boca sorvesse o último respiro. Engasgou-se, cuspiu e decidiu. Ele que vá à puta que pariu. Saiu de lá e viveu feliz para sempre.

Arrependi-me e mudei o último parágrafo. Melhorou assim?

 

A água a traiu, chamando para que nela afogasse os seus lamentos e diluísse o seu querer. Não resistindo, adentrou-se pelos joelhos roliços, pelo sexo arrepiado, pelo colo desnudo. O pescoço alongou-se para que a boca sorvesse o último respiro. Engasgou-se, cuspiu e decidiu. Ele que vá à puta que pariu. Ia sair da água para viver uma nova vida. Foi quando as piranhas atacaram.

 

Arrependi-me ainda mais e mudei a última frase. Ficou bem melhor. Ou não?

 

A água a traiu, chamando para que nela afogasse os seus lamentos e diluísse o seu querer. Não resistindo, adentrou-se pelos joelhos roliços, pelo sexo arrepiado, pelo colo desnudo. O pescoço alongou-se para que a boca sorvesse o último respiro. Engasgou-se, cuspiu e decidiu. Ele que vá à puta que pariu. Saiu de lá e virou piranha.



 Escrito por Ordisi Raluz às 15h34
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Sextórias

O Baby Doll

 

New York. Embarcaria no dia seguinte para o Brasil. Ao passar por uma esquina, meus olhos grudaram na vitrina: um baby doll espetacular, estampado de oncinha, em tecido transparente. A saudade venceu a timidez e entrei na loja de artigos femininos.

— Posso ajudá-lo? — disse a senhora por trás do balcão.

— Sem dúvida, quero um daqueles — e apontei para a vitrine.

— Qual o tamanho?

— Não sei, mas ela é quase tão alta quanto eu.

— Venha, vamos experimentar este aqui  — chamou-me para perto de um espelho e colocou a peça por sobre minha camiseta, como se fosse a coisa mais natural do mundo... Olhei-me no espelho e ri para a velhota:

— Vai servir, sim — e pedi para que caprichasse no embrulho.

 

Estava no toucador, terminando de secar os cabelos. Sabia o quanto ele os adorava: loiros e lisos; compridos quase até a cintura. Deixei-os soltos, esvoaçantes, derramando-se sobre o baby doll de oncinha. Uma pitadinha de perfume na nuca. Estava ficando excitada pela expectativa, a pele arrepiando, os mamilos endurecendo, a sede de boca, a fome por ele. Leves pancadas na porta. Deixei a iluminação só nos abajures. A porta abriu para que aquele sorriso de enorme doçura entrasse. As bocas se juntaram, o baby doll ficou pelo caminho, junto às roupas dele que, sôfrega mas docemente, invadiu e satisfez minha intimidade saudosa. Eu o amava. Era o homem da minha vida.

 

Procurei pelo baby doll de oncinha. Queria fazer-lhe uma surpresa. Afinal depois de tanto tempo, quantas coisas não mudaram? Ali estava, bem no fundo da gaveta. Despi-me e, lentamente, sentindo toda a sensualidade e prazer que aquilo me recordava, vesti a calcinha do conjuntinho. Logo após, com alguma dificuldade, coloquei o top até acertar as alcinhas nos ombros. Estava a mirar-me no espelho quanto a porta abriu. Um enorme e doce sorriso precedeu as gargalhadas.

 

— Ridículo! Que é isso, homem?

— ...

— Na semana passada você me veio com perguntas sobre maquilagem na chuva e agora o flagro vestindo meu baby doll de estimação. Não é um pouco tarde para embichar?

— Nada di-disso, benzinho, é que nesta semana o te-tema...

— Tema? Tema do que? — e, divertida, foi me empurrando para a cama — desembuche, fofura gostosa.

 

Como explicar que meu amor por ela é tanto que — se eu fosse mulher — eu só poderia ser ela mesma, que amaria a mim para toda a eternidade? Alguém me ajuda?

 

 

Texto criado para o #13 da engrenagem - a revista sem eixo, sob o tema "E seu eu fosse do outro sexo?"



 Escrito por Ordisi Raluz às 12h50
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Super Ressaca Pós Festival

[z z z!]..........[blob!]..........[oops!]..........

 

[z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z]

[z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z]

[blob!]...........................................................

[blob?]...........................................................

[acordei?]

[acordei!]

[putz, que pregui, viro de lado — durmo...durmo?]

 

[ponho a mão na anca, gostosa, com essas curvinhas, humm]

[deslizo a mão devagarzinho, que coxa mais lisinha, fffffffffff]

[agora vai pra bundinha, que fofura]

[que vontade de beliscar — belisquei!]

 

[ai,ai!]

[como assim — ai, ai?]

[oops!]

[oops?]

 

[a mão sobe, que delícia esse peitinho, tão perfeitinho]

[peitinho — que peitinho?]

[oops!]

[oops?]

 

[a mão vai pro meu pau!]

[meu pau duro, sim — que pau duro?]

[oops!]

[oops?]

 

[isso é um pesadelo, lógico]

[cadê meu pau?]

[oops!]

[oops?]

 

[mão no ombro tão macio, acerto a alcinha...alcinha?]

[do baby doll, claro — que baby doll?]

[oops!]

[oops?]

 

[a cueca está com babadinhos...babadinhos?]

[a calcinha do baby doll — que baby doll, pô?]

[oops!]

[oops?]

 

[é um pesadelo?]

[é, claro — ou não?]

[blob?]

[blob!]

 

Acordo porejante, priápico e zumbi. Após estupenda mijada, escovo os dentes, tomo um café rápido e ligo o computador. Tenho que digitar meu texto para a revista engrenagem e entregá-lo ainda hoje, senão não recebo o meu tutú.

 

Olhe só o tema desta edição: “Se você fosse do outro sexo”. Cada coisa mais maluca que essa chefia inventa, só para dar nó na cuca da gente, pobres redatores necessitados.

 

Ahá! Está pipocando! Tchã-tchã-tchã-tchã! O Baby Doll — é claro! Mas, por que tão claro, pô?



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h02
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Ressaca Pós Festival

Pregui

[z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z]

[ blob ! ] .................................................................

[ blob? justo agora, pô ? ]..........................................

[num acordo agora não, tô com pregui].........................

[z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z z]



 Escrito por Ordisi Raluz às 00h59
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Festival de Aniversário #7

Já é Hora de Dormir

 

Vamos parar com esse fuzuê todo, minha gente! A baderna, a barulheira dos reco-recos, línguas de sogra, fofocas e a bandinha. A festa está muito boa, mas o sétimo dia é de descanso, certo?

 

Estão todos de panças lotadas, a arrotar doces, salgados e refrigerantes. Sem falar naqueles já meio anestesiados pelas cervejinhas, caninhas e uisquinhos contrabandeados por alguns pais irresponsáveis.

 

Havia mais coisas na programação? É claro, mas como ninguém é de ferro, fica para a próxima. 

Obrigado a todos pela presença e pelos presentinhos, mas agora vou sonhar na caminha. Como dizia um sábio senhor que hoje habita lá nas alturas — a pausa faz parte da música.

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 Escrito por Ordisi Raluz às 23h08
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Festival de Aniversário #6

A festa está uma verdadeira zona. Um pandemônio, pô! Os refrigerantes sem gelo estão dando os maiores gases na moçada. Repare só quanta gente disfarça, enchendo e esvaziando balõezinhos coloridos. Agora estou de olho nas mousses. Olhem só aquela ali de chocolate preto com chocolate branco! Minha nossa! Vejam! A mousse de castanhas! Quem a trouxe? Cadê meu babador?

 

Psichê

 

Esse foi o nome com que nasceu o Blog. Perguntaram-me: por que “Psichê”?  Sempre tive um quê por essa palavra francesa que significa toucador. Lá onde, antigamente, as mulheres costumavam empetecar-se, mirando-se nos espelhos, admirando-se e analisando-se. Daí a palavra Psique — a nossa mente — e suas inúmeras derivações.

 

Lá nos dados cadastrais, ao iniciar o Blog, escrevi alguma coisa assim:  

Como me explicaram, Blog é um confessionário público. Nele você provavelmente poderá ter mais razão que os outros, o que é ótimo. Portanto, espera-se que expresse a mais pura ficção do “quem sou eu”, imerso no imenso caos do mundo virtual. 

 

Ou seja, comparava o ato de pintar palavras — com o mouse sobre telas ainda em branco — à uma catarse. Catarse de quem? Suspeito que — conforme o médium de plantão — acabamos por psicografar textos de plêiades dessas almas vagantes que se assanham por nossas acanhadas dimensões.

 

 

Eu, eu, peraí! Isso que me deram pra beber não foi guaraná não, senhoras e senhores. Está com jeito de ser uísque, né? Quantos copos eu já bebi pra estar falando tão enrolado, pô? Ou será que o Ministro Gilberto Gil baixou aqui na festinha?



 Escrito por Ordisi Raluz às 12h23
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Festival de Aniversário #5

A Engrenagem

 

Num belo dia fui surpreendido com o convite de Rô Druhens para colaborar na “engrenagem — a revista sem eixo”. Topei e, desde então, tem sido uma experiência fantástica. Não só o desafio para desenvolver os temas propostos como também o instigante convívio — pelos e-mails paralelos — com Catarina Medusa, Aspásia Francis, Pomba Maria, Lilly Rowan, Amargha Mason, Banana de Pijama, Ben Iamin, Santos Passos e Branco Leone. 

 

Eis que — silêncio se pede aos presentes à nossa festinha — recebo um texto de presente. Vejam que preciosidade.   

A Teia do Tempo

por Rô Druhens

 

Vai de volta, volta à vez da não chegança e dela faça o nunca mais.

 

Vi as cores de todas as estações e estas são as marcas que maceram a minha cara. Folhas secas pelo rosto. Neve branca nos cabelos. A flor murcha, ressequida. E o calor, e o suor que verão passar a vida que não passa por aqui.

 

Desde o galo que cantava no quintal e durante todo o dia. Desde a primeira estrela e durante toda a noite. Desde sempre e ... Esperei.

 

Teci sonhos feito rendas pra bordar a madrugada. Ensinei às minhas mãos os caminhos das carícias. Ensaiei com a minha boca as carícias nos caminhos. Pelo corpo que era meu.

 

Pelos anos, longos anos, tantos anos, li e reli a carta que de carta só tinha o selo e as palavras que eram duas. “Chego amanhã”. Quando é isso? Quando era? Quando foi?

 

Talvez que seja amanhã pois que hoje já não quero, já não sou e você vai. Vai de volta, vai de vez. Vamos juntos.

 

Assim. Bebe o chá no mesmo copo. Deita aqui do lado meu. Um abraço derradeiro. Sua mão às minhas costas. Minhas mãos no seu cabelo. E a saliva de veneno rompe o céu e a madrugada.

 

Vai de volta,  volta à vez  da não chegança e dela faça o ...

 

Obrigado, Rô! Que, apesar de sem eixo, a revista continue engrenando por aí afora. Valeu!

 

Bom, pessoal, agora a bagunça pode continuar. Cadê aqueles pasteizinhos de camarão com catupiry? E esses bombocados, mastigo tudo junto?



 Escrito por Ordisi Raluz às 14h47
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Festival de Aniversário #4

No segundo trimestre de aventuras bloguísticas, entre outubro e dezembro, aconteceram coisas muito interessantes. Foi vital, para manter minha motivação, a presença de novos leitores muito bacanas como a Maray (che caribe), Déia (neurastênica), Lobo Bobo (que infelizmente faleceu), Gus (hoje abmas, atalum abmas), Zeca (mai frendi literato sem bluógui), Márcio (anjo pornográfico), Santos Passos (bazar de idéias), Rê (objeto abjeto), Mônica (monicômio) e Rô Druhens (então controversos). Sem mencionar – por ora – os primeiros descobridores portugueses e alguns ouvintes muito especiais de quem falarei depois.

 

Conquistar gente tão boa na Blogosfera mostrou ser resultado de extenso trabalho. Até me meti a escrever um conto em sete capítulos, instigado pela Maray (veja, se quiser arriscar, 17/nov/04)! Foram 64 posts e 120 comentários no período. Alguma coisa deve ter prestado.  A primeira Sextória parece ter sido uma delas. Aí vai ela.

 

Segunda-feira , 18 de Outubro de 2004

Sextória #1

Tesão

O mais incrível desta estória é que ela é verídica. Acredite quem quiser, duvide se quiser, mas aconteceu assim. 

Eu peguei o ônibus em frente ao Peg-Pag, ainda com uns poucos lugares livres. As janelas, já estavam todas ocupadas. Tinha um lugar do lado direito, mais à frente no corredor, perto da saída. 

Sentei-me e comecei a passar os olhos pelo livro. Era um livro didático, com um nome pomposo, “Advanced Calculus”: eu acho que tinha prova naquele dia. 

O ônibus foi pegando mais e mais passageiros. Logo estava lotado. E superlotado, apinhado, as pessoas se apertando, comprimindo-se ao máximo. 

De pé ao meu lado, uma garota bem bonitinha, que já vinha encostando-se no banco, começa a se inclinar para ver lá fora. A cada movimento, de amplitude crescente, seu cabelo roça em mim. Logo, o seu seio direito também entra na parada. 

O livro de cálculo tinha capa dura e foi de grande utilidade para que não me vissem as calças, com o dito cujo dando verdadeiros saltos ornamentais, preso lá dentro! 

Que loucura! Mas não terminou ainda! 

Mais uns quarteirões e a doçura entreabre as coxas de leve (que macias!), encaixando a dita cuja dela no meu ombro esquerdo. Você já teve tesão de ombro? Não sabe o que está perdendo. Você já fez alguma garota gozar no seu ombro? Pois experimente!  

Imagine a cena, no ônibus lotado. A despudorada só faltava gemer. Mexia pra cá e pra lá. Abaixava olhando para fora e apertava seus seios em mim. Eu estava para explodir, quando ela explodiu. Senti no meu ombro! A desgraçada gozou encaixada no meu ombro! 

Passei um torpedo para ela e, desajeitadamente, desci no meu ponto. 

Epílogo? Foi melhor com ela calada no ônibus do que tagarelando no meu carro na semana seguinte...

 

Que coisa! Por que tanta gente falando francês por aqui? É festinha de criança. Nada de beber Cointreau! E quem mandou servir essas tirinhas de Fillet au Poivre, pô?

 



 Escrito por Ordisi Raluz às 20h26
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Festival de Aniversário #3

Ligando as Antenas

 

Após todo esse ôba-ôba na festa, com tanto confete e serpentina, acho que deu para sacar que foi o Branco quem me mostrou o que era um blog; gostei da idéia, fui pra casa e abri o meu.

 

Durante os três primeiros meses escrevi duas dúzias de posts, conquistei meus primeiros três leitores e os cinco primeiros comentários. Para mim, até aí, a coisa era só escrever e ponto: uma ginástica mental para combater as tensões do dia-a-dia.

 

No quarto mês comecei a esticar antenas para a blogosfera: cliquei em links, pedi ajuda para instalar o tal de sitemeter e fiquei encantado com muitas coisas que encontrei. Olhem só o que então postei:

Sábado , 09 de Outubro de 2004

Blogueiros & Blogueiras

Gente Boa

Estou impressionado. Comecei meu Blog sem ligar antenas. Aprendi tão somente a mecânica inicial e fui lá mandando as minhas mal traçadas linhas para o ar durante uns meses. 

Como não avisei parentes e amigos, exceto um par deles, sabia que não estaria sendo lido, o que – diga-se a verdade – foi uma tranqüilidade quanto aos equívocos gramaticais e conteúdo. 

Sentia-me livre como um pássaro eletrônico a piar para o éter. 

Na verdade continuo assim, mas agora que também coloquei as antenas para funcionar, estou pasmo com o que tenho captado: qualidade, beleza e criatividade, para limitar-me a poucos adjetivos. 

Nesse mundo onde o nevoeiro da mediocridade obscurece perspectivas, estou me deliciando com as luzes, cores e harmonias de tantos Blogs que passaram a se esgueirar pelas minhas antenas. 

Quanto orgulho saber de que ainda se grafa a língua mãe com tanta graça e leveza, sem deixar de lado aqueles que fazem brotar neologismos, sejam computéricos - tais como “dar um búti” e “milincar” - ou não. Entendo que, por construção, outros precisam abusar dos palavrões e de outras figuras de linguagem. 

          Mas, na essência, como é vitalizante sentir que existe tanta gente boa nessa terra.
Escrito por Ordisi Raluz às 17h31

Deixem-me interromper só um instantinho, que agora estão passando bandejas com suculentos cubinhos de bife de tira — humm, que delícia — torradinhas com carpaccio e servindo copinhos com groselha — ou será Campari? Não fariam o absurdo de servir bebidas alcoólicas em festinha de criança. Ou fariam, pô?



 Escrito por Ordisi Raluz às 17h34
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Festival de Aniversário #2

Era Choro Novo...

 

Dentro deste animadíssimo Festival de Aniversário, embalado pelo som dos reco-recos, apitos e pandeiros, lambendo os beiços com os doces — os brigadeiros estão uma perdição — e sem falar no bolo de morango com suspiro e chantilly, parece-me ser este o momento mais oportuno para mostrar a primeira crônica que escrevi. Na época – 19 e 20 de julho de 2004 - eu a chamei de “Choro Novo”, mas hoje o post vai ao ar com um título mais adequado. O mais interessante, meus amigos, é que agora eu digo — com todas as letras — quem era

 

O Pentelho

 

Mas isso de choro novo foi há 30 anos. É a idade do meu primogênito, recebido em casa com todas as honras de primeiro-de-tudo-de-todos-os-lados: além de Primeiro Filho, festejado Primeiro Neto e Primeiro Sobrinho. Chegou direto da Maternidade São Paulo para o quartinho todo enfeitado, berço azul esplêndido e demais regalias condizentes com a efeméride.

 

Nossa casa era geminada de um só lado. Os vizinhos, um simpaticíssimo casal de portugueses acompanhados de seu filho único, até então pouco notado por nós. Ah, e também o Alfa — Alfinha para os íntimos — valente cachorro sei-lá-eu-de-que-raça, que latia só quando estranhos tocavam a campainha. 

 

Às tantas do primeiro dia, com minha mulher reclamando de que o Novo Brinquedinho não tinha vindo com manual de instruções, nervosa a ponto de me chamar do trabalho para que eu descobrisse como a mamadeira pudesse ser “sugável” pelo bebê (foi só fazer o segundo furo na base do bico para o ar entrar...), muito bem, às tantas se ouve um tremendo contrabaixo elétrico sendo arranhado no volume máximo. Aonde?

 

Adivinhou quem disse “no vizinho”...

 

         O Pentelho do filho do vizinho tinha montado uma bandinha com uns outros moleques. E o rapaz parecia levar a sério seu projeto de ser baixista, pois ensaiava com dedicação religiosa. Detalhe: o quarto dele era justo pegado ao do nosso bebê. E haja choro extra em cima do choro novo.

 

Após uns poucos dias, não foi preciso muita coragem para ir tocar a campainha da casa ao lado. A recepção foi alegre e calorosa, com todas as expressões possíveis de cordialidade: que bom vê-lo, parabéns, em que podemos ajudar? 

 

Incrível, já no dia seguinte o contrabaixo foi deslocado para algum cômodo bem mais distante e os ensaios do conjuntinho mudaram para alguma outra casa do bairro. 

 

Bons vizinhos. Mudamos de lá, mas continuo gostando muito deles que, já velhinhos, continuam firmes no endereço. Contudo, será que o filho tornou-se um baixista? 

O Futuro do Baixista

 

Para sorte do mundo musical o moleque não virou um baixista. Como é que sei disso? Pois nas voltas que a vida dá, o destino fez com que o encontrasse em várias ocasiões e em diferentes situações. O então aborrescente tornou-se, além de publicitário criativo e eficiente produtor gráfico, um literato! Excelente escritor, já tem livro na praça e colabora com várias revistas impressas e eletrônicas. Recentemente, adicionou o título de dramaturgo à carreira, escrevendo Quasi — peça teatral ainda em cartaz. Pois bem, não vou aqui exibir todo o curriculum do Pentelho. Quem quiser, que peça mais detalhes ao próprio Branco Leone, ora bolas. 



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h02
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Festival de Aniversário #1

O Primeiro Post

 

Aqui está a primeira garatuja, postada há exatamente um ano, digitada direto, sem pensar: 

Quinta-feira , 15 de Julho de 2004

Blog, bloog, blup... Socorro!!!

Hoje me falaram de Blog. Olhei. Gostei da idéia de gritar para o espaço virtual: vai que não é só vácuo e que algo possa chegar até alguém. Aí, num ato de coragem, pulei de cabeça nesta incógnita para ver no que é que dá. Ah! Como é bom desvendar!

Escrito por Ordisi Raluz às 21h13
[
(0) Dê o seu alô, pô !] [envie esta mensagem]

Escrevi quinze posts durante os restantes quinze dias de julho, outros cinco em agosto e mais quatro em setembro (quando uma baita gripe me derrubou pra valer).

 

Minha intuição estava certa. Recebi o primeiríssimo comentário ainda em julho. Aproveito para agradecer à Fê de todo o coração. Esse contato primordial foi muito motivador para mim:

Ordisi: seu texto é interessantíssimo. Aguardo mais! Um abraço.
Fernanda |  23/07/2004 23:33

[Por algum motivo técnico esse comentário não aparece junto ao post, mas apenas na relação do Blog]

Recebi mais dois comentários em agosto e outros dois em setembro. Obrigado, queridos Branco Leone — meu “bloguru”, e Inquieta — companheira de primeira hora. Aprendi que já tinha companhia na então desconhecida Blogosfera. Pouca, mas muito boa. E que estava sendo — mesmo — muito bom desvendar.

 

O papo está ótimo, mas cadê meu bolo de chocolate, pô?



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h08
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Aviso aos Navegantes

O aniversário do Blog está chegando!

A lista de presentes está na Daslu.

update:

E a lista de ausentes está na PF...



 Escrito por Ordisi Raluz às 16h12
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Escritas Por Puro Acaso...

 Palavras ao Ocaso 

doação, donativo, dote;

doloso doleiro

 

cueca, cueiro, culote;

cúmplice culpado

 

mala, maleta, malote;

malandro matreiro

 

sacana, sabido, sacerdote;

satânico safado



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h09
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Sextória #12

Café com Rum

 

A chuva caia forte. Dois corpos rolavam entrelaçados na penumbra. Trovões abafavam os gemidos. Línguas procuravam por bocas, bocas por seios, seios por mãos, mãos por dedos, dedos por lugares. Vertigens, arrepios e gritos sufocados até a doce exaustão do prazer. Parcos raios de sol forçavam as cortinas quando Florence colocou o vestido de alcinhas, calçou as sandálias, pegou a bolsa e saiu. Só então Rosana percebeu que dela só aprendera o nome e o corpo.

 

Naquela manhã, Rosana enfiara-se no vestidinho de alcinhas, branco com delicadas estampas florais. Os pés brincaram com as sandálias rasas, de couro batido, quando as calçou. Sentiu-se deliciosamente confortável para enfrentar o dia nublado e abafado, digitando a sua tese no computador. Era o que fazia quando a luz acabou. — Merda! — gritou, como se o ex ainda estivesse lá, pronto para acalmá-la. Respirou fundo, desceu as escadas e foi para a varanda olhar a chuvarada. Deu com Florence ensopada, encostada na árvore em frente.

 

Tailleur bege, bolsa e scarpins marrons. Um lenço de seda estampado tentava, displicente, ocultar a transparência da blusa que afrontava a formalidade do traje. Florence havia assinado os papéis do divórcio e, exultante, caminhava para o carro quando a chuva desabou. Passava por uma rua de sobradinhos antigos, avarandados. Encostou-se numa árvore, mas não pode evitar: em segundos a água insinuou-se, penetrando as vestes que, bêbadas, agarraram-se à pele arrepiada revelando, para um público ausente, detalhes voluptuosos daquele corpo exuberante. De súbito, a moça apareceu na varanda bem em frente.

 

— Entre aqui — Rosana convidou-a sem hesitar.

— Obrigada — Florence aquiesceu e, depois de subir os três degraus de cerâmica, foi recebida de forma inusitada.

— Que maquilagem você está usando? — perguntou a jovem, sem a menor cerimônia.

— Trouxe da França, é antialérgica também! — a resposta veio sem pestanejar.

— Só podia. Você encharcada até os ossos e com a maquilagem perfeita! Venha — continuou — Vamos tomar um café na cozinha.

— Café com Rum? — foi a vez de Florence igualar o jogo.

— Que seja, café com Rum! — Rosana não se deu por achada.

 

E riram como se conhecessem do colégio.

 

A trilha de água marcava o curto roteiro desde a varanda até a poça no chão da cozinha. Lá mesmo, onde descalçou os sapatos, Florence desnudou-se enquanto Rosana trazia uma toalha e o roupão do “ex” para ela. Passou a toalha pelos cabelos curtos, ajeitando-os com a mão. Aninhou-se no roupão, satisfeita, enquanto a outra foi para o fogão, onde a chaleira apitava.  Sentiu uma sensação muito diferente quando mirou sua benfeitora. Tinha que lhe dizer algo em agradecimento e, mansamente, dela se aproximou. Rosana virou a cabeça e sorriu por sobre o ombro, quando Florence encostou-se por detrás, abraçou-a pela cintura e sussurrou em seu ouvido — Obrigada, doçura. — Arrepiada, Rosana voltou-se e, num impulso cego, a outra lhe tomou o rosto com as mãos, encostando carinhosamente seus lábios nos dela.

 

Semanas após, num dia de sol, Rosana decidiu vestir o tailleur bege com os scarpins marrons que Florence lá deixara para – afinal – ir assinar os papéis. Um lenço de seda estampado tentava, displicente, ocultar a transparência da blusa que afrontava a formalidade do traje. Exultante, voltava para o agora seu sobrado próprio. De longe avistou, encostada na árvore, uma linda mulher trajando um vestido branco de alcinhas, sandálias de couro e uma bolsa marrom que combinaria melhor com o tailleur que trajava. Olharam-se sorridentes e sequiosas. — Quer café com Rum?

 

Passando a varanda, foram engolidas pela penumbra do sobradinho.

 

Texto publicado na edição #12 da engrenagem - a revista sem eixo

 



 Escrito por Ordisi Raluz às 12h52
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A Ordística na Onda

A Seita Aceita e Agradece

 

Quero agradecer ao Ilmo. Sr. Dr. Marlos Valmério pela mala que acabamos de receber em nossa Çanta Çéde.

 

No curto bilhete, em que Sua Excelência nos pede para que não lhe agradeçamos - mas sim “à eles” - o nosso benfeitor mostra todo o desprendimento material pelo qual sempre se pautou. 

 

Podemos afiançar que os incontáveis maços do Banco Mural e do Banco Brazebra - terão destino condigno. Após cobrir os encargos com a Noça Caixa e pagar os proventos profissionais dos dedicados Primazes Ordísticos, faremos com que o saldo retorne à fonte.

 

Isso será feito num Evento Caridoso muito especial: a mais espetacular “Chuva de Dinheiro” da face do Planeta, que A Seita promoverá para beneficiar toda a população.

 

Convocamos a todos para que se postem abaixo do Viaduto do Chá, no próximo dia 32 de julho, ao meio dia, para colher o seu quinhão que cairá do céu. Até lá.



 Escrito por Ordisi Raluz às 11h45
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Cadê os Posts?

Greve de Blogs ?

Serão as férias, o inverno, o "governo"? Por quais motivos uma pá de blogs - inclusive sete linkados aqui - não estão postando? Espero que todos os blogueiros e blogueiras estejam muito bem e que dêem as caras em breve. Eu disse breve e não greve, pô!

 

update urgente

Jefferson Candidato!

 

Estou pensando em chamar o Roberto Jefferson para ser o Maestro dos Cânticos nos Congreços Naçionais da Noça Seita. Viram o sucesso que ele fez no Jô? Imaginaram só quanta Harmonia ele não traria aos nossos cofres? Bom candidato, não concordam, Amáveis Seguidores?

 

novo update

Mais um DesMandamento

 

"Não darás falso testemunho beneficiando apenas os próximos a ti. Lembre-se dos distantes e dos poderosos que ainda não estão ali na sala da CPI"



 Escrito por Ordisi Raluz às 18h22
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Amigas & Curiosidades

As Perguntas Bloguísticas da Luma

 

1. Qual personagem habita seu Blog quando menos se espera?

Alterego. Depois de uma pá de tempo ele apareceu no post anterior para lembrar-me de que Julho é mês de aniversário do Blog. Onde já se viu, putz... comemorar aniversário de Blog? 

2. Que post ficou na espera, o bonde passou e você não publicou?

Xanxada no Ar. Avião em vez de bonde. Um texto divertido - em pilotês - sobre uma gafe em fonia aérea, no jargão de comunicação entre aeronaves e os órgãos de controle do tráfego aéreo. Ficou, obviamente, hermético... 

3. Quando a imagem foi maior que o texto?

Olhaí: postada em “Achados e Perdidos” de 07/12/2004

4. Muitos blogueiros de carne e osso, ou apenas virtuais?

Nesses poucos meses, além dos incontáveis amigos virtuais e do Branco Leone, que conhecia de antes, já tive o prazer de encontrar em carne e osso: Maray (Che Caribe), Santos Passos (Meu Bazar de Idéias), Vera Grobe (a Inquieta do Rosebud), Renata Savoini (a Rê do Objeto Abjeto), Grimble (e-nútil), Alexandre Abud (Tiro na Nuca) e a Ana Peluso (palavra p). Espero breve ter a oportunidade de me encontrar com muitos outros, em particular com o time da engrenagem - a revista sem eixo - comandada por Rô Druhens. 

5. Se um novo batizado fosse possível, que nome escolheria para o seu Blog?

Não só é possível como já ocorreu. Nasceu “Psichê”, passou por “Ordisi Raluz: um Blog bom pra cachorro, tem um post após o outro” e agora é apenas Ordisi Raluz. 

6. Quando é que dá vontade de eliminar o sistema de comentários?

Quando um post é pouco comentado... 

7. Que Blog ou Blogueiro – presente ou ausente – às vezes te traz saudades?

Blog: Controversos da Rô Druhens. Blogueiro: o Lobo Bobo, falecido recentemente num acidente de carro, um dos primeiros a comentar no meu Blog:

[O Lobo Bobo][http:/shadowbuilder.blogspot.com]
Lendo o seu blog percebi que não tou tão fora de rumo não... heheheh... obrigado Papa Tango
08/10/2004 23:59 RESPOSTA:
O seu rumo eh perfeito. Lembre-se, contudo, que a missao de Lobo eh comer a Chapeuzinho de Maillot. Rs. Abr.

8. Para quem passar o bastão?

 Para as iluminadas e iluminados:  ,  Cacau,  Gus,  Marcos  e  Santos Passos 



 Escrito por Ordisi Raluz às 14h18
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Alterego Rides Again

Aniversário de Blog ???

 

— Acorda, Ordisi, acorda!

— Alterego! Pô, meu, você havia prometido nunca mais aparecer por aqui!

— Ah! É que...

— Suma daqui, Alterego e me deixe em paz com o Blog, pô!

— Quem fala pô sou eu, pô!

— Pô, Alterego, lá vem briga de novo, eu...

— Só quero lembrar uma coisinha Ordisi, é que...

— Uminha só, Alterego - e aí você evapora daqui, está bem?

— Está legal, cabeça dura - em Julho o Blog faz um ano.

— Cacete, sô!!!...Pô!!!

— Pois é, cara...

— Um ano, já, Alterego?

— Então comemore, pô! Lembre-se, Ordisi, que o Blog é só seu.

— Hummm...

— Fui. Bye. Au revoir.



 Escrito por Ordisi Raluz às 09h42
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