ORDISI RALUZ
     
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O que é isto?
 


OK. Podem me mandar plantar batatas. Mas o texto está ai.

Bá & Tatinha

 

— Bruno, pare já o carro!

Tatiana desceu ali mesmo, na orla do Leblon, em pleno meio dia, vestindo terninho escuro raiado, bolsa de griffe e saltos bem altos.

— E saiba que estou me demitindo — gritou, antes de bater a porta com toda a força.

Ele deu de ombros e arrancou, fazendo o carro cantar pneus no asfalto quente.

Ainda cega de raiva — já vinha intuindo que as coisas com aquela nova cliente da agência dariam em merda — Tatiana quebrou o salto no primeiro ralo da calçada.

Estava ali estática, resmungando, segurando na mão o sapato avariado, quando Batiana — carregando um enorme pacote da lanchonete — deu de cara com ela.

— Ôi, Tatinha! — Bá riu com a corda toda. — Por que não vem andar comigo pela praia para ver a fauna? Caso os sapatos estejam lhe doendo nos calos, que tal passarmos logo ali em casa para você pegar algo mais confortável? E antes, talvez, você possa me ajudar a pecar menos, comendo um dos meus hambúrgueres? Vamos?

— Você não perde a pose, Bá! — Tatiana invejava o enorme bom humor da amiga. — Eu vou, mas põe aí na contabilidade. Há meses não transgrido minha dieta vegetariana, mas...

— Mas...

— Hoje tenho que afogar as mágoas.

— Claro, Tatinha, — Batiana sentiu a barra —, o que esta solteirona inveterada não faz pelas amigas? Vem comigo, vem, meu anjo. Eu vou abrir um vinho tinto para nós, está bem?

— Bá! Você é uma gênia do bem, querida. — Manquitolando, arrastou-se por quarteirão e meio até o prédio de Batiana.

Vinho aberto, havaianas nos pés, hambúrgueres nas mãos, enquanto Tatinha falava, Bá escutava. "A agência. Bruno, o dono, que só pensa na verba e em adular os clientes. Ela, criativa, de idéias avançadas, de talento sem reconhecimento e sem chance de colocá-las em prática. Uma injustiçada."

Vinho aberto, copos sedentos, enorme cartucho de batatinhas sobre a mesa. Bá falava, Tatinha escutava. "Roberto, um galinha filho de uma puta. Ela se dando toda para ele e ele transando com mais três por aí. E o safado ainda por cima lhe devendo muita grana, deixando-a pendurada no cartão e no cheque especial. Uma infeliz."

Outra garrafa.

Então, aqueles dedos longos que se afilavam em vistosas unhas vermelhas, delicadamente tomaram posse da última batatinha do cartucho, e levaram-na à boca ornada por lábios carnudos.

— Também quero, Tatinha! — o protesto não tardou.

— Agora é tarde, Bá! É minha e já está no papo! — a ponta da comprida batatinha estalou quando dentes alvos e afiados a trituraram.

— É tarde não! — os lábios finos de Batiana aproximaram-se, mordiscando a outra ponta.

— Hummm! — nenhuma delas podia falar mais, senão, adeus batatinha — e mais um naco foi mordido.

— Hummm! — outro tico desapareceu de cá.

— Hummm! — mais um teco do lado de lá.

Assim aproximaram-se os hálitos de vinho, tocaram-se os lábios sedentos, as bocas famintas, as línguas indomáveis, mastigando, salivando, moendo a batatinha que agora massa úmida e sensual — passava de cá para lá, levando um prazer animal às comensais que, decididamente, acordaram Eros de seus sonhos irrequietos.

E assim a batatinha fez daquele dia uma data inolvidável.



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
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Adivinha?

A Perseguição das Batatinhas

 

Isso é perseguição. Vejam só o cardápio da janta de ontem:

 

Saladas: de berinjela e de...batata.

Arroz, feijão, rosbife, refogado de...abobrinhas e purê de...batatas.

Sobremesa: Frutas. Só faltou um docinho de batata, não é?

 

Acho que minha cozinheira anda lendo o meu blog. Pô! Ela não perde por esperar. Logo, logo, vou, enfim, publicar o tão almejado epílogo das batatinhas. Só falta pipocar a idéia final!

 

Pipocar? Hummmm...



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
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Teimando no Tema

A Última Batatinha

 

Este é um post sobre a última batatinha, mas, com certeza, não o último post sobre batatinhas. Eu sei, eu sei. Eu estou ferrado e as batatinhas vão acabar comigo e com a paciência dos leitores.

 

Tento explicar. Foi no computador da controladoria que acharam esse textículo. Vieram direto à mim. Sabiam que aquilo só podia ser obra minha. Eu o havia digitado enquanto aguardava por uma reunião. Digam lá: – Comer batatinha é coisa para se ficar pensando antes de uma reunião importante? Pois vejam que pensei:

 

Aqueles dedos! Longos, afilavam-se em vistosas unhas vermelhas que, delicadamente, tomaram posse da última batatinha do cartucho: – Frita, quente e crocante. E levaram-na à boca de lábios carnudos.

— Também quero! — o protesto do outro lado não tardou.

— Agora é tarde! Ela é minha e já está no papo! — a ponta da comprida batatinha estalou quando dentes alvos e afiados a trituraram.

— É tarde não! — lábios finos aproximaram-se, mordiscando a outra ponta da batatinha.

— Hummm! — ninguém mais podia mais falar, senão, adeus batatinha — e mais um naco foi mordido.

— Hummm! — outro tico desapareceu de cá.

— Hummm! — mais um teco do lado de lá.

Assim tocaram-se os lábios, as bocas se abriram, línguas surgiram, mastigando, salivando, moendo a batatinha que agora massa úmida e sensual — passava de cá para lá, levando a um prazer animal os comensais que, decididamente, acordaram Eros de seus sonhos irrequietos.

 

Não venham me dizer que nunca fizeram essa porcaria gostosa! Não acreditarei. Agora, menos mal, certo? Só tenho que juntar este com os posts anteriores e levar tudo ao ar. O resultado será batata! Ou não?



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h03
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Batata: Achei!

O Diálogo das Batatinhas

 

Eu sei que estou me enroscando em minhas próprias promessas. Mas pouco a pouco vou cumprindo com elas. Fui achar o que procurava no computador de RH da empresa.

 

O que eu fazia lá, então? Não sei. Talvez falando abobrinhas com o pessoal. Mais provavelmente tentando checar se estava ou não na lista dos que iam ser mandados para o beleléu... Mas, com todos os riscos, eis aí, recuperado, o emocionante diálogo.

 

— Alô, querida! — 1 estava com toda a corda. — Por que não vamos caminhar pela praia para eu ver a fauna?

— Você não perde a esperança, não é? — 2 não se conformava com a teimosia da amiga. — Eu vou, mas põe aí na contabilidade.

— E os meus créditos com você? Seria a sua vez de estar à toa na vida, lembra disso, 2?

— 1, você nem imagina — a voz tremeu do outro lado da linha — rompemos ontem.

— O quê??? — tom de inconformismo era pouco, era de revolta — como foi que aquele filho de uma puta pode...

— Não foi ele — a voz ao telefone desatou em prantos. — Fui eu.

 

OK. Seria um bom início de post, certo? Principalmente se 1 fosse a Tatiana, com o natural apelido de Tatinha. E a 2, que nome teria, se o título é “O Diálogo das Batatinhas”? Batata?

 

Eu me meto em cada uma! Como sair dessa?



 Escrito por Ordisi Raluz às 11h00
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Batateando & Abobrinhando

Meu Drama com As Batatinhas

 

Essa história das batatinhas está pegando. Nunca pensei que poderia perder meu sossego por uma coisa deliciosamente pífia como essa: — Batatinhas. Fritas e crocantes, de preferência. Sal e catchup à gosto, é claro.

 

Em outro computador, alhures, há mais de dez dias, escrevi um diálogo muito emotivo entre duas mulheres com o título de "As Batatinhas". Por que? Não lembro. Se me lembrasse, não me veria nesta baita saia justa.

 

Lembro-me, porém, de outras coisas. Chamei a primeira de 1 e a segunda de 2. Como pode alguém, em sã consciência, começar um diálogo — tão emotivo, já disse? — entre duas personagens cujos nomes são números?

 

Por que não fazer logo algo brilhante como faz o Marcos do Esculacho e Simpatia que – de cara – batiza com os nomes mais bizarros do planeta os seus postados? No caso, que tal algo como Perempiana e Divinésia? Ou melhor seria Eufrasinêssa e Hermentônia ou ainda Margôa e Filatelildes?

 

Outra coisa: o diálogo era muito emotivo. Ah! Já disse? Vou buscá-lo no computador alhures e postá-lo amanhã para dirimir esse ar de dúvida que paira sobre seu semblante, cara amiga leitora ou do seu, caro leitor barbado. E mais, sei que à esta altura do campeonato vocês estão me perguntando: — "E as batatinhas"?

 

Olhem só que safadas essas batatinhas. De novo me perseguindo! E eu só nas abobrinhas...



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
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Pin & Güim - Dando Umamãozinha

Cadê as Batatinhas?

 

— Quiéquié isso, Pin?

— Batatinhas para o chefinho, Güim!

— Humrum... batatinhas?

— Ele está desesperado...

 

 

— Desesperado por que, Pin?

— Prometeu ao mundo que ia escrever sobre as batatinhas e...

— ...e...?

— ...e continua postando só abobrinhas, pô!



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
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Vale a Pena Ler de Novo?

O Falo Feliz

 

Anos sessenta e tantos. Na verdade, desde o início, esse feriado esticado foi bem diferente. Aquela turma que desceu para a casa da praia foi das melhores. Quatro garotas e quatro rapazes. Ninguém com mais de vinte e um. Ninguém era de ninguém.

Meu colega tinha convidado a nós, seus melhores amigos da ocasião. As garotas tinham sido convidadas por outrem: alguma colega dele que – por a ou b – não pode vir. Pronto, eis armado o cenário.

Pensando bem, ainda não. Faltam uns detalhes. Nós, os rapazes, descemos de tarde para a praia, em dois carros. Elas chegaram de ônibus, já tarde da noite. Fomos, é claro, buscá-las na “rodoviária”, já que o ônibus simplesmente parava no meio da rua e pronto. Chegaram todas verdes: haviam vomitado a alma por causa das curvas da serra.

Assim, fomos para casa, sem papo, naquele silêncio constrangedor, interrompido cá ou lá por alguma frase estúpida, sem eco. Dois carros, dois na frente, duas atrás... Elas foram dormir todas num quarto e nós em outro. E boa noite.

Muito bem. Digamos que agora sim, o cenário estava armado, com todos os atores devidamente posicionados nas marcas iniciais. Contudo, ninguém havia dado — ou combinado — as regras do jogo.

Daí...

 

As Regras do Jogo

 

No outro dia de manhã as meninas já tinham feito café e posto a mesa. Foi a primeira chance de vê-las com bom humor e, principalmente, de shorts. Papo pra cá, papo pra lá, uma quer isso, outra aquilo, fulana acha melhor outra coisa e cicrana fica na dela. Seria uma estupidez tentar um acordo coletivo. Ficou patente que, se regra existisse, era cada um por si e Deus por todos.

Em resumo, daí a instantes saem dois pares num carro, outro pede meu carro emprestado e lá se vão. Eu? Optei ficar com a que achou melhor tirar a mesa, lavar a louça e depois relaxar um pouco na rede, já que ainda ressentia-se da viagem.

 

A Noiva

 

Ela lavava e eu secava. Tanto os pratos quanto o jeitinho dela.

Meio magra, seios pequenos, aquela cinturinha por sobre uma bundinha que, digamos assim, se destacava como um cume arrematando coxas bem feitas. Cabelos morenos, tez alva, braços finos, mãos com dedos longos e gestos expressivos. Pernas bonitas e esguias sobre pés irrequietos.

Eu sou noiva, e você? — iniciou ela.

— Desmanchei um namoro há pouco, umas duas semanas atrás — era verdade, não precisei mentir.

— Brigaram?

— É...

— Por que?

— Bobagem...

— Sei... sempre é por bobagem. Eu gosto muito do meu noivo mas acho ele assim meio rude — iniciou ela as inconfidências.

— Como assim, rude?

— Ele... ele... não é carinhoso comigo.

“É agora, bradou meu instinto” — e passei carinhosamente o braço pela cinturinha dela.

— Impossível não mimar uma jóia como você — eu já estava elétrico.

É, choramingou — virou-se, abraçando-me de leve pelos ombros — eu vivo uma grande dúvida.

— Você não merece isso — peguei seu rosto, olhos nos olhos, alisei as faces com as mãos e encostei meus lábios bem de leve nos dela, carinhosamente...

— Não mesmo — rematou, encostando-se com toda força e enfiando a língua pela minha goela abaixo...

Passei aquela manhã de surpresas inenarráveis na caminha dela, batendo todos os recordes de carinho.

E, assim escoaram-se para minha memória aqueles inebriantes dias. Ah! Bons tempos!



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
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 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
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Quando?

Passa, tempo!

 

Quando?

ao ar indagações

vamos levantando,

em terra quedaram as interjeições.

 

Quando?

aos alísios ventos

vamos indagando,

de onde virão mais alentos.

 

Quando?

os nadas insidiosos

vamos digladiando,

sonhando acordados com tempos preciosos.

 

Quando?

passa,

vamos tempo,

passa!



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
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Pin & Güim - As Garrafas

Água de Pingüim...

 

 

— Pin, cadê você? Hic!

— Aqui, Güim! Hic!

— Hummm...Ôi, Pin! Hic!

— Humrum...Ôi, Güim! Hic!

 

 

— A festinha do Blog já acabou, Pin? Hic!

— Olha a data do post, Güim! Terça-feira! Hic!

— Hummm...Hic!

— Humrum...Hic!

 

 

— Vê aí o rótulo das garrafas de água gelada, Pin? Hic!

— Hummm... v-o-d-k...VODKA? Pô! Hic!

— Hummm... Vou-me já. Hic!

— Humrum... Eu já fui, Güim. Hic!



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
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Crônicas Anacrônicas

MM

 

Maria Maluquinha era a MM. Ventos da sorte fizeram dela, já nos tempos de colégio, um imã para garotos. E também para os nem tão garotos assim.

 

Eu, fã de carteirinha da Marilyn Monroe, aprendi que irritar a Maria Maluquinha era fácil: — "Ôi, MM, como vai essa loirice toda? E cadê a saia esvoaçante?" Ela, moreninha, ficava possessa e botava a língua para fora. Tesão de lingüinha.

 

Por falar nisso, MM não estava nem aí para as más línguas. — E saiba você que ela dava muito pano para manga. Muito mesmo. Demais. — Era sorridente, feliz e parecia flanar acima do povo, como se uma celebridade fosse.

 

Desde aqueles bons tempos, não se furtava a nenhum convite de quem lhe aprouvesse. E muitos lhe aprouveram. Sabíamos todos que ela topava ir até as últimas sem nenhum receio.

 

Galinha? Nem bola para as fofocas. — "Olha só a fila de pintinhos atrás de mim" —  atiçava e fazia pouco caso. Sua disposição para transar era pública e notória. Gritava nos orgasmos e não fazia muito segredo disso, não. Queria ser feliz e o era.

 

Não se cuidava mas, mesmo assim, nunca engravidou. Eu fiquei sabendo, muito depois, que acabou se casando com um figurão, um quatrocentão, e daí em diante nada mais ouvi sobre ela.

 

Ontem, abro o jornal nas sociais e vejo a manchete com foto e tudo: — "Maria Madalena de Tal e Qual, representante da altíssima sociedade paulistana, dá à luz a trigêmeos, graças ao tratamento de um famoso especialista em fertilização artificial". — Um desses médicos apelidados de "pica de ouro", já ouviram falar deles, não é? Ufa, Maria Maluquinha, até que enfim você chegou lá!

 

Parabéns, MM! De um dos seus pintinhos.



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
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Dois Anos de Blog

É Hoje!

A primeira surpresa que ganho é ver esse povo todo que já se deixou ficar por aqui desde ontem. Ôi, trempa!

Por sorte a secretária resolveu ficar pilotando o fogão e está passando algo que deixaria qualquer gaúcho puto da vida, mas está uma delícia. Churrasco em tirinhas: maminha, picanha, fraldinha, alcatra, contra-filé e linguiça calabreza. Tudo isso acompanhado de muitas e muitas travessas de batatinhas fritas [eu não disse que as batatinhas iam aparecer?]. O whisky que eu - de bobeira - havia deixado à vista está indo para o beleléu. Vou chorar. Esses Black Labels eram só para mim, pô! Buááá!

A idéia para o café da manhã ainda não sei. Sei que vão estar todos me.....


[continua no café da manhã, pô]

Bom dia, turminha querida. Fui ver o pessoal. Todos dormindo, que coisa. Fui chamar a secretária. Ela disse que ia roncar até as duas da tarde que ninguém é de ferro, tinha passado a noite toda pilotando churrasqueira, forno e fogão. Que sábado não entregam nem pão nem leite. Mas que a geladeira está abarrotada com os mais diversos tipos de sorvete, desde os diet de massa até caixas e caixas de picolé. Que na outra geladeira tem refrigerante à vontade. E que da adega entendo eu.

E agora? Começo abrindo os chilenos básicos? Cachaça pela manhã não é muito society, não é? Ou é? Eu vou ter q...

Quem botou "Festa de Arromba" à todo volume? Para acordar o povo? Ou será que é goz...

[continua no almoço, se houver, pô]

O povo foi para a piscina - está o maior sol - bebendo de tudo. Não sei se a cerveja vai dar, não tenho mais o que esconder, exceto minhas cachaças capixabas (que estão debaixo da cama - ninguém pensaria nisso - ou pensaria?). O desjejum de sorvetes com vinhos deve ter sido bom, está a maior alegria aqui na paróquia.

Lógico, a secretária acordou e está horrorizada. Já chegaram os docinhos e os bolos, mas as velinhas vão ser à noite, pô! Querem saber, seus famintos? Quem quiser comer salgado daqui até a janta vai ter que se virar com pizza. Afinal, pizza é sempre um bom fi...

[continua no parabéns, se agüentarem de pé até lá, pô] 

Puxa! Quanta emoção ver vocês babando como doidas em cima dos docinhos. Mas - xô você aí com a mão nos brigadeiros - todos têm que agüentar firme. Façam de conta que estão sóbrios. Isso. Lembrem-se de que é uma festa de criança!

Olhem só que bolo lindo. Duas letrinhas confeitadas em cima: O e R. Que original, comovente. Chuif.

Não, pelamordedeus, quiéquiéisso, não me digam que vão cantar para...

[continua sim, tenho certeza de que não arredam pé daqui tão cedo]

Há muito tempo um aniversário de criança não me comovia tanto. Eu evito ir às comemorações desses pentelhinhos porque detesto desordem. Mas a bagunça de hoje me fez muito feliz. Vejam só: o pessoal não arreda pé!

Não me resta alternativa senão recorrer àquelas garrafinhas que não esperava abrir. Meus Almavivas, Tignanellos, os Chatêaux Margaux, os Quinta do Carmo, os Cartuxa Reserva. E minhas duas garrafas sobreviventes de Blue Label, assim como minhas cachaças mineiras e capixabas. Pronto. Abertas e servidas. Com carinho. Saúde e alegria.

Mil beijos para vocês, queridas amigas que me lavam o ego, abraços para os barbados que dão as caras. Fica a constatação de que o melhor produto gerado pela blogosfera é a amizade. Que toquemos nossas vidas com toda a motivação, energia e talento que vocês tão bem mostram nos respectivos blogs. Obrigado.



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
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Aguinhas e Refrigerantes

Eu bebo, você bebe, nós zoamos...

Continuando a pesquisa, eu achei por aqui também umas coisinhas para bebericar.


Mini Chopinho Hof Bräu
[Foto quando da desgustação em Munique]


Vinho Nacional da Rioja
[Foto quando da desgustação em Madrid]

Será que o pessoal vai aprovar as bebidinhas? Será? O que você acha?



 Escrito por Ordisi Raluz às 07h53
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Iguarias & Guloseimas

Eu petisco, você petisca, nós petiscamos...

Estive o dia todo tentando selecionar umas comidinhas, salgadinhos e docinhos para a festa de sábado.

Depois de muito chuchar por aí, lembrei-me de que, aqui mesmo no blog, haviam algumas excelentes sugestões.

 

Vejam só:

 

Salsichinhas Sonho de Viúva Berlinense,

com purê lubrificante e mostarda tira gosto.

 

Sorvetinhos-que-parecem-comida,
de S.J. do Rio Preto.

 

Será que o pessoal vai gostar? Será? O que você acha?



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h03
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Pin & Güim em Dia de Festa

Presentes & Presentes

 

 

— Pin! Sábado é o dia da festa!

— É, né, Güim?

— E o que você vai dar de presente?

 

 

 

— Humrum...

— Humrum...? Bobo! Eu vou dar peixinhos!

— E eu vou fazer uma pergunta de novo, Güim.

 

 

 

— Pergunta? Qual pergunta?

— Desde quando pingüim fala, chefinho?



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
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Pipocas & Pipoqueiros

 

Temos vagas disponíveis para Pipoqueiros na festa de dois aninhos do Blog do Ordisi.

Dá-se preferência aos jogadores da Seleção.

Saltos altos de praxe, obrigatórios.

Oferecem-se luvas de pelica para assinatura de contrato.

Tratar com Zidanou.



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h26
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Apagando duas velinhas. Ou serão duas velhinhas?

Abobrinhas? Manda!

 

Sinto-me tocado pelos e-mails que leitoras e leitores me enviaram neste fim de semana.

 

Todos bastante preocupados em como me fazer feliz e realizado pela passagem do segundo aniversário do meu Blog, que ocorrerá no próximo sábado, dia 15 de julho.

 

“Ordisi, o que você quer de presente? Vinhos? Cachaças? Rede nova para as sonecas? Um bimotor? Gelo para Pin & Güim ficarem confortáveis?”

 

Gente, de coração aberto e derretido eu lhes digo com sinceridade: minha caixinha de comentários estará aberta para todos mandarem abobrinhas.

 

Isso aí: despeje lá toda e qualquer abobrinha que lhe vier à telha, certo? Lógico, também pode descer o cacete, elogiar, e até cantar parabéns a você.

 

E o que postarei para a data? Alguma abobrinha, é claro. Ou será batatinha? Não são elas, as batatinhas, sempre as culpadas?



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
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NOVAS NEWS em EDIÇÃO EXTRA !

Aviso aos Navegantes

 

Por incrível que pareça, este Blog fará dois aninhos de idade no próximo dia quinze.

 

Um feito enrolar leitoras e leitores por tanto tempo, com tanto papo furado, né?

 

Quem vai aparecer? RSVP.



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
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Pin & Güim no ar

Asas de Pingüim

 

— O chefinho ainda está voando de teco-teco, Pin?

— Acho que sim, Güim.

— Hummm...

— Humrum...

 

— Pin, vamos voar também?

— E desde quando pingüim voa?

— Hummm...

— Humrum...

 

— A gente não tem asas?

— Tem, Güim. Então usa e voa, pô!

— Hummm...

— Humrum...

 

— Chefinhoooo! Dá uma carona pra nóis?



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
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Ondas & Nuvens

Navegar é Preciso?

 

 

Então voar é preciso.



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
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Crônicas da Padaria

O Lanche

 

Toca o celular, bem no meio do trânsito.

— Bênhe! Tou em casa! Traiz uns pãozinho pro lanche?

— Está bem, amor. Levarei pãezinhos — ele odiava essa mania dela de falar errado, pretendendo-se carinhosa. — Algo mais?

— Num precisa nada mais, bênhe.

 

Daí a dois minutos, celular de novo.

— Bênhe! Traiz uns queijo e uns frio também? Num tem mais nada na geladeira.

— Queijos e frios? Certo, eu levo. Mais alguma coisa? Iogurtes light?

— É. Pode trazer também, bênhe. Boa idéia. Bicoca.

— Beijo.

 

Mais um minuto e...

— Bênhe!

— O que foi agora, caipora?

— Caipora é a tua mãe, bênhe. Traiz umas aspirina pra minzinha também?

— Certo, caipora caipira — respirou da própria irritação, já que as aspirinas acabavam de anunciar que ela estaria indisponível para trepar. E, ironizando, ainda reportou antes de desligar: — Cheguei na padaria...bê-nhe!

 

O amor tem caminhos estranhos. Em casa a moreninha bonitinha, baixinha, bagunceira inveterada e fotógrafa de moda.  Ali na padaria, logo depois dele na fila dos frios, aquela lindeza loira, alta, com uma impecável listinha de compras na mão e ar de professora de biologia precisada de novos espécimes.

— Você me empresta a sua lista de compras? — ele arriscou o que lhe veio à mente, junto com o seu melhor sorriso.

 

Naquela noite, o lanche dele foi diferente.



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
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Crônicas do Bar da Esquina

Paixões

 

O povo abandona o local, protestando. Honra nacional ferida, time desqualificado.

 

Da minha mesa de bar vejo-os vindo, mãos dadas. Ela, com os olhos mareados de tanto choro, ele sem saber o que fazer com o pandeiro enfeitado.

 

Sentam-se num banco de rua, bem à minha frente. Miram-se. Um tímido esboço de um sorriso conformista brota dos lábios dela. Ele toma-lhe o rosto entre as mãos e a beija.

 

O beijo leve, carinhoso, vai num crescendo e, sem interrupções, torna-se num vulcão voluptuoso, prestes a explodir.

 

Subitamente param. Levantam-se. Ele atira o pandeiro num cesto de lixo e abraça-a com ímpeto. O beijo se repete, compasso a compasso.

 

Param de novo. Ela sorri deliciosamente. Abraçados, vão andando, andando, até que somem lá na esquina. A paixão agora já é outra.

 

Aquela que renova a vida.



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
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O Copo na Copa

Vocês não merecem isso!

 

 

 

Update: E nóis também! Pô, Parreira! Pô, moçada!



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
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