ORDISI RALUZ
     
Histórico
Ver arquivos anteriores

O que é isto?
 


Mudança de Casa

Após

 

·        28 meses

·        Mais de 21 mil visitas

·        Quase 5 mil comentários

·        Centenas de contos e crônicas

·        Milhares de palpites e pingüinzadas

·        Dezenas de milhares de baboseiras

·        Milhões de dígitos digitados (brilhante essa, né?)

·        Infinita paciência das leitoras e leitores

 

 

Ordisi Raluz muda-se do zip.net para

 

http://ordisiraluz.blogspot.com

 

Espero vocês por lá.

Agradeço pela atualização do link em seus blogs.

Beijos, abraços e assim por diante...pô!



 Escrito por Ordisi Raluz às 11h01
[]




Pretensos Diálogos Portugueses

A Quinta

 

— Que tal virem conhecer nossa Quinta?

— Onde produzem os vinhos? Excelente idéia!

— Quando viriam?

— Na quinta, pode ser?

— Certo que na Quinta, mas...?

— ... na quinta não está bem?

— Está ótimo na Quinta, mas quando?

— Na quinta, ora pois!

— Então, quinta na Quinta. Pá!



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
[]




Séries Sérias

Fim, até que enfim..., ou não?

— O chefinho pirou de vez, Pin!

— Só posta sobre números fracionários, Güim! Uma série toda!

— Primeiro “As Três Metades”, onde já se viu um texto tão bêbado?

— Depois “Meias Inteiras”, pretendendo ser sexy, humpft! 

— Aí veio “O Terço”.

— Não satisfeito, rabiscou “A Sexta”.

— Emendou com “A Nona”.

— E agora, certamente, vamos ter que agüentar “A Quinta”, aposta?

 

— E então, como será que ele vai fazer com “O Quarto”?

— Ou será “A Quarta”?

— Não sei, Pin, saturei. Esse tema não desce mais.

— Decimais? Ah! Não! Fui!



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
[]




Parônimos & Parentes

A Nona

 

— Amor, está ouvindo a nona?

— Não, querida, a Nona está quietinha.

— Puxa, acho até que a nona está bem alta!

— Que é isso? A Nona não bebe!

— Não faça piadinhas com a majestade da nona, viu?

— Eu falo o que quero da Nona!

— Nona é a sua avó, metaleiro de araque! Fui!



 Escrito por Ordisi Raluz às 11h00
[]




Já que os últimos posts tiveram frações como títulos...

A Sexta


Triiiiiiiiiiiiiimmmmm...

 

— Alô!

— Oi! Blá, blá, blá ... blá, blá, blá!...

— ... então será quando mesmo?

— Na sexta! Confira aí na minha agenda!

— A sua agenda? Na cesta?

— Isso, na sexta.

— Hummm... Na cesta não tem agenda não.

— Tenho certeza da sexta.

— Mas a cesta está sem nada!

— Eu anotei na sexta, juro!

— A cesta está vazia, e vê se não me enche mais! Pô!



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
[]




Frações & Partilhas

O Terço

 

Tia Filomena — filha única — herdara toda a fortuna da família após o desaparecimento dos pais — viajantes em grande estilo — no naufrágio do Titanic.

Tia Filomena havia mesmo ficado para tia. Religiosa devota, carola, possuía belos traços e um corpo harmonioso. Entretanto, seu comportamento rígido acabara por atrapalhar na conquista de um marido. Agora, muito velha, agonizava em seu leito de morte.

Magali, Magda e Magnólia eram suas filhas de criação. Nascidas de mães solteiras, lá na fazenda, haviam sido acolhidas por ela na própria casa. Tiveram, assim, a mais fina educação, o que não compensou a péssima índole das três, que irritaram Tia Filomena por toda a vida.

Logo após o passamento, do enterro e da missa de sétimo dia, o advogado testamenteiro chamou-as ao cartório. Na presença do tabelião e de um oficial de justiça, rompeu o lacre do envelope pardo e, pausadamente, iniciou a leitura do documento.

“Não tenho herdeiros de sangue. Deixo, contudo, para cada uma de minhas filhas de criação, a saber, Magali, Magda e Magnólia, um terço”...  — a leitura foi interrompida por gritinhos de alegria das três.

— Posso continuar? — perguntou o testamenteiro, franzindo a testa — há mais o que ler.

— Claro, doutor — as mulheres exultavam de prazer, antecipando a posse de tão sonhados quinhões.

“...e, afora isso, sem exceção, todos os meus bens e valores vão para a nossa paróquia”.

O ambiente turvou-se. Os gritos de desespero, impropérios e ameaças não cessavam. Enquanto isso, o testamenteiro retirou do grande envelope pardo três estojinhos de couro, cada um contendo um lindo e valioso terço de orações. Um terço para cada herdeira.



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
[]




Alfabeto de Amantes

Meias Inteiras


Sempre que vestia aquele tipo de meias, algo acordava nela. A libido, a ansiedade, o sabor de festa. Podia até ser uma festa com cerimônias. Daquelas que seriam aborrecidas, não se sentisse tão bem com ela mesma.

 

Mas, na maior parte das vezes, era festa só para ela. Para o corpo dela. Era a ansiedade de sexo, de entrega. Sentia-se especial com meias longas, sete oitavos. O rendado, as ligas. Sabia estar-se colocando numa embalagem sensual e atraente.

 

Sorria cada vez que as colocava, sempre devagar, bem lentamente. Não só pelo prazer do contato na pele mas por recordar-se de como eles – os amantes – lidavam com elas, as meias.

 

"Eles e as Meias" daria um filme. Acácio ficava estático, mirando. Bruno era tão afoito que lá as deixava. Cirilo era desajeitado. Décio as ia enrolando. Fábio adorava tirá-las com a boca. Heitor as sacava de vez para mordiscar as coxas. O João, o Lino, o Mario, assim ela ia percorrendo o alfabeto de amantes que, de um ou outro jeito, se excitavam com suas longas meias.

 

Mas hoje é noite especial, muito especial. Bate a porta da casa e entra no carro que acaba de buzinar, não se agüentando de tanta ansiedade. Como será que Zulmira vai tirar as meias dela?



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h18
[]




Porres Porretas

As Três Metades

 

Duvidam da minha sanidade. Ou não entendem o meu português. Afirmo que — por mim — garrafas nutrem carinho todo especial. Sejam de cachaça ou vinho, destilados ou fermentados, de misturas turras ou burras — louvem e soltem hurras — vou lhes dizer a verdade, que de metade todas elas têm três. Bebo sem cerimônia — a primeira metade? — já se foi de uma vez. Pedem-me parcimônia, não tenho vergonha, enfrento a próxima etapa com altivez. Sem pressa, mas com muita vontade, lá se vai a segunda metade. Agora chegamos ao ponto. Me chamam de tonto, ignaro estúpido como nenhum outro freguês. Eu mostro, levanto e provo, cato gente à unha, chamo testemunha, curiosos sem maldade, para provar que ali ainda resta mais outra metade. Ficam pasmos falando asneira, como é possível haver outra — a terceira — se por perto nem há torneira? Eu digo com fé e tranqüilidade, é tiro e queda mais uma metade. Duvidam, fazem pirraça e acham graça se da garrafa sai mais cachaça. Dizem-me estar num beco, perdido no espaço em vida lunática, que só pobre de porre crê nessa matemática.



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
[]




Pingüins Comentam

Versos Adversos



"Pingüinzinho quando nasce, escorrega pelo chão”...

— Pára, Pin! Agora você também com versinhos?

— E por que não, Güim? Olha só os poemas do chefinho!



— Essas melecas ininteligíveis supostamente poéticas?

— Nada disso, Güim. São notáveis incursões literárias...

— Vem cá, puxa saco, que eu te mostro o que é uma incursão...



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
[]




Cafagestos

Café Tão

Rebola na toca, me faz um minete

Me traz água santa, me joga confete

Não te encafifa, cafajeste de berço

Faz cafuné, requenta café, me reza o terço

Cafetão de respeito vou de berro pra zona

Ele vai levar ferro e comer azeitona

 

Encafifada, fanzoca? Some da boca

Vai pra sarjeta que aqui não tem touca

Teu corpo passado nem mais tira-gosto

Teu choro safado vomita desgosto   

Farofeia aí no cafofo, me soca uma bronha

Me traz muita grana, rameira sem vergonha



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
[]




Secos & Melados

Doce Deleite

goza

gulosa

engole a

guloseima

 

ternura

pura

lambe a

doçura

 

mama

mordisca

morde a

isca



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
[]




Encontro & Exaustão

Vermelho Paixão

Olhos desvendam
Braços atracam
Mãos afagam
Unhas marcam

Vermelho atrai
Paixão arrepia
Olhar se esvai
No sono do novo dia



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
[]




Achados & Encontrados

Será

Será o cume do vértice
Será a ginga do vórtex
Será o replay contumaz
Será o tempo de ver-te

 

Será o epicentro do ápice
Será o delírio no córtex

Será o beijo voraz

Será o tempo de ter-te



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
[]




Perdidos & Achados

Quero Você

 

Quero você de todos os jeitos
Quero mergulhar minha boca
Na sua intimidade, achando trejeitos
Do prazer aflorando, quero você louca

Quero, crescendo, atingir o momento
Quando você delira e grita "não”

Eu todo em você, completo, dentro
Gozando o amor, repleto tesão

Quero de você todos encantos
Quero criar sutis carícias, novos toques
Investigar novos recantos
Dos gozos esgotar estoques



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
[]




PerseGUIndo Güim

Netotismo

— Chuifff!!! Buááááá!!!

— Güim, por que você está chorando assim?

— O chefinho se esqueceu de mim, Pin. Agora só fala do GUI!

— Que injustiça, Güim! Isso é nepotismo!

— Isso é... netotismo, pô!!! Buááááá!!!



 Escrito por Ordisi Raluz às 00h33
[]




GUInadas de Vida

O “Qualquer Um”

 

— O Gui está ótimo, querido, mas foi só eles chegarem da maternidade que começou o baile. Você sabe como são essas coisas, lembra, não é? Ele batizou a mãe, fazendo xixi nela enquanto era trocado. Foi só terminar a troca e pum! Sujou tudo de novo! Ela está exausta e eu...

— ...você... — mal consegui murmurar ao telefone, enquanto ela buscava ar para a matraca.

— ... acho melhor você não vir hoje. Aliás, eles estão me pedindo para dizer isso para qualquer um que ligar. E como a empregada foi embora, eu...

— ...você... — a excitação tomava conta da cara metade, que acabava de me enquadrar na categoria “qualquer um”.

— ... vou fazer o supermercado com ele e depois preparar qualquer coisa. A geladeira está vazia. Imagine que ridículo, eles almoçaram Mac Donald’s no caminho para casa! Depois eu...

— ...você... — eu já tinha esquecido que havia ligado para avisar que estava indo ver o Gui. Desanimado, ouvi o resto.

— ... vou chegar tarde. Então esquenta uma comidinha aí para você e os meninos, ôquêi? Ainda lembra que foi você quem me ensinou a cozinhar, amor? Beijo e tchau! Ai! Ele está regurgitando!

Eu temia, no fundo, que um dia ela me abandonasse. Mas, Gui, justo por você? Pô!



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
[]




PreseGUIndo Instintos

Arrotando com GUI

 

GUI mal chegou e já está me ensinado a revisitar meus pensamentos. Por exemplo: “Homens são simples, pena que as mulheres não queiram ver isso”.

 

Eu observo GUI dormindo o ainda verdadeiro — e plácido — sono dos justos. Uma caretinha cá, outro movimento reflexo das mãozinhas lá, ronrona tranqüilo e feliz.

 

Acorda no horário previsto. Abre de imediato o maior rugido: másculo, forte, clamando pelo necessário alimento. Mama afoito, sôfrego, deliciando-se. E, depois de satisfeito, sossega, desfrutando de um ainda tímido arrotinho. E dorme.

 

Eu me vejo nisso. Mais que isso. Eu nos vejo a todos nisso, homens comuns e razoavelmente normais. Vejo-nos quando pedimos cervejas geladinhas. Vejo-nos quando avisamos que vamos para uma pelada no clube. Vejo-nos quando pedimos carinho, de preferência acompanhado por uma boa sessão de sexo.

 

Mulheres! Por que tantas objeções aos nossos esportes prediletos? Por que querer discutir a relação? Que nós homens queremos de mais? Apenas carinho e sexo, futebol e cervejas. Só isso! E uns arrotinhos de satisfação, pô!



 Escrito por Ordisi Raluz às 00h13
[]




Gui e Eu

GUIando o Carrinho

Peguei-me pensando no GUI a passear comigo no Ibirapuera.
Eu, todo pimpão, a dirigir o carrinho
de bebê.
E, nesses lindos sonhos, à cada minuto, emparelham moças lindas, a nos paquerar...

GUI! Tamos aí!



 Escrito por Ordisi Raluz às 10h35
[]




Gui

Sem PreGUIça

Pois Gui chegou e já está mexendo com tudo. Imaginem eu hoje às 7:30 da matina (!), em pleno supermercado, comprando sabão em pó para bebê (!), amaciante de roupa para bebê, fraldas para bebê, trecos outros para bebê, coisinhas outras para bebê, cachaça para bebê, vinho para bebê...



 Escrito por Ordisi Raluz às 08h09
[]




Cegonha's Deliveries

GUI

Foi entregue ontem pela cegonha!

Feliz e longa vida, pimpolho.



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h07
[]




Gerador para Segundo Turno

À
Ordisitrônica

Enterprises Iltda.


Prezados Çenhores,

 

Estamos retornando para V. Sas. o dispositivo Gerador de Certeza que foi por nós utilizado no primeiro turno.

 

É um modelo “MultiFlex”  que funciona à base de Caninha, Whisky, Vodka e Vinho Francês, adquirido por nossos companheiros de campanha, sem nota fiscal — é claro — no mercado paralelo.

 

O mesmo indicava vitória avassaladora no primeiro turno, o que não ocorreu. Favor recalibrá-lo à nosso gosto já que temos certeza absoluta de que sempre ganharemos, mesmo que de nada saibamos.

 

Atençiosamente,

Lula.



 Escrito por Ordisi Raluz às 23h00
[]


[ ver mensagens anteriores ]